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Covid-19: Londres e outras regiões inglesas enfrentam novas restrições

Boris Johnson, usando uma máscara, deixa sua residência oficial em 10 Downing Street para participar de sessão no Parlamento Britânico, em 14 de outubro de 2020 em Londres
Boris Johnson, usando uma máscara, deixa sua residência oficial em 10 Downing Street para participar de sessão no Parlamento Britânico, em 14 de outubro de 2020 em Londres AFP
Texto por: RFI
4 min

Mais da metade da população da Inglaterra, cerca de 28 milhões de habitantes, vive desde este sábado (17) sob novas restrições para impedir a disseminação do novo coronavírus. Reuniões entre familiares e amigos que moram em casas diferentes estão proibidas em Londres e outras partes da Inglaterra. Pessoas de diferentes famílias só podem se encontrar em parques ou praias.

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Na região de Lancashire (noroeste), a segunda depois de Liverpool a ser classificada no nível de alerta "muito alto", os bares que não servem comida estão fechados desde este sábado, e as reuniões privadas estão severamente limitadas.

A capital britânica e estas áreas juntam-se assim a outras regiões que já estavam sujeitas a este tipo de restrições após terem sido classificadas pelas autoridades como "alto nível de circulação de vírus", segunda etapa de um sistema de alerta que tem três níveis.

Em toda a Inglaterra, reuniões de mais de seis pessoas já foram proibidas e bares e restaurantes devem fechar às 22h.

País mais afetado da Europa

O Reino Unido, país mais afetado da Europa com mais de 43.400 mortes, sofre, como o resto do continente, uma segunda onda de contaminação, com um total de quase 690.000 casos positivos.

Privilegiando uma estratégia local, o primeiro-ministro Boris Johnson exclui por enquanto um novo lockdown generalizado, com desastrosas consequências econômicas, recomendado por seus assessores científicos e exigido pela oposição trabalhista.

Mas algumas cidades viram protestos irados contra o que algumas pessoas veem como um retorno ao lockdown.

Johnson reconheceu que as políticas de restrição locais projetadas para poupar economias em crise de um novo bloqueio em grande escala não podem ser "isentas de dor".

Irlanda do Norte

Na Irlanda do Norte (1,9 milhão de habitantes), os bares e restaurantes fecharam por um mês na sexta-feira. As férias escolares de outono foram estendidas para duas semanas.

Pessoas que vêm de áreas dentro do país com alta prevalência do vírus foram proibidas de entrar no País de Gales na sexta-feira à noite.

Europa e África

Enquanto a Grã-Bretanha luta por uma estratégia coerente, a chanceler alemã, Angela Merkel, pediu aos cidadãos que ficassem em casa sempre que possível, depois que 7.830 casos surgiram em 24 horas.

"Diga não à viagem que não é realmente necessária, a uma celebração que não é realmente necessária. Por favor, fique em casa o máximo possível", disse Merkel em seu podcast semanal.

"O que determinará o inverno e nosso Natal será decidido nas próximas semanas" pela forma como as pessoas reagem agora, disse ela.

Na Itália, a rica região norte da Lombardia ordenou que todos os bares fechem à meia-noite, já que a área onde os primeiros casos de vírus da Europa surgiram em fevereiro enfrenta uma segunda onda.

Em outros lugares da Europa, Polônia, República Tcheca e Bélgica anunciaram um número recorde de casos diários depois que a Organização Mundial da Saúde classificou um aumento de 44% nos casos europeus em uma semana como "muito preocupante".

As autoridades belgas disseram neste sábado que atingiram 200.000 casos menos de um mês depois de ultrapassar 100.000.

Além da Europa, a África do Sul, que responde por cerca de 43% das infecções diagnosticadas no continente africano, ultrapassou 700.000 casos positivos na sexta-feira (16), com 61 mortes, elevando o número de fatalidades para mais de 18.000.

O ministro das Relações Exteriores da Áustria, Alexander Schallenberg, tornou-se o mais recente político a testar positivo para a Covid19, depois de líderes como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o brasileiro Jair Bolsonaro e o britânico Johnson.

Enquanto a espera por uma vacina continua, duas empresas americanas disseram na sexta-feira que esperam solicitar uma aprovação emergencial até o final de novembro - mas especialistas alertam que mesmo quando uma vacina for aprovada, levará muitos meses até que ela esteja amplamente disponível.

(Com informações da AFP)

 

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