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Covid-19: já são mais de 40 milhões de casos no mundo; Europa enfrenta segunda onda

Pessoas usam máscaras nas ruas de Bruxelas, na Bélgica.
Pessoas usam máscaras nas ruas de Bruxelas, na Bélgica. AFP
Texto por: RFI
4 min

A epidemia de Covid-19 superou a marca de mais de 40 milhões de contaminações em todo o mundo, desde o surgimento dos primeiros casos, de acordo com uma contagem feita pela AFP a partir de fontes oficiais, publicada nesta segunda-feira (19). A Europa enfrenta uma segunda onda poderosa do novo vírus, com mais de 250.000 mortes já registradas. Novas restrições entraram em vigor em diversos países do continente, incluindo Itália, Bélgica e Suíça para frear o número de contágios.

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Segundo dados oficiais, mais da metade dos diagnósticos globais de Covid-19 foram registrados nos Estados Unidos (8.154.935), Índia (7.550.273) e Brasil (5.235.344).

Nos últimos sete dias, 2,5 milhões de casos adicionais foram contabilizados, o maior número semanal desde o início da pandemia. O aumento pode ser explicado, em parte, pelo crescimento do número de testes de diagnóstico em alguns países. Porém, uma parte significativa dos casos menos graves ou assintomáticos continua provavelmente não detectada, segundo as autoridades de saúde.

Segunda onda atinge Europa com força

Com mais de 8.000 mortes registradas em sete dias, a Europa bate recorde de número de mortes em uma semana, desde meados de maio. Muitos países tentam se proteger aumentando as regras sanitárias.

Diante de um crescimento acentuado das infecções, França, Alemanha, Reino Unido e Espanha adotaram medidas restritivas, na semana passada, para limitar os deslocamentos desnecessários das pessoas e os contatos sociais.

A Bélgica estabeleceu um toque de recolher, a partir desta segunda-feira, enquanto Itália e Suíça também anunciaram um aperto nas restrições.

Na Bélgica, cafés e restaurantes fecham por quatro semanas, e um toque de recolher entra em vigor no período entre a meia-noite e 5h da manhã. Até sexta-feira (16), o país de 11,5 milhões de habitantes registrava cerca de 192.000 casos de coronavírus e 10.327 mortes, o que o tornava um dos que mais registraram mortes na Europa, em proporção à sua população.

A Suíça passou a obrigar o uso de máscaras em locais fechados a partir desta segunda-feira (19). Relativamente intocada pela primeira onda da Covid-19 na primavera, o país também enfrenta um aumento exponencial de casos. O uso de máscaras se torna obrigatório em locais públicos fechados, estações, aeroportos, pontos de ônibus e bonde. As reuniões são limitadas e o teletrabalho recomendado.

Com 1.822 mortes para 8,6 milhões de habitantes, a Suíça é o país da Europa onde a doença progrediu mais rapidamente na semana passada (+ 146%).

Na Itália, o primeiro-ministro, Giuseppe Conte, anunciou neste domingo uma nova série de restrições aos bares e restaurantes, a proibição de festivais e feiras e eventos esportivos coletivos amadores.

A Itália enfrenta um aumento preocupante de contágios, que pela primeira vez ultrapassou 10.000 novos casos diários, na sexta-feira.

Os restaurantes devem passar a exibir a sua capacidade máxima, fechar as portas no máximo à meia-noite e acomodar até seis pessoas por mesa. Os bares fecharão às 18h, se não tiverem condições de atender seus clientes à mesa.

Ao todo, 75% dos funcionários públicos italianos entrarão em teletrabalho e o governo aconselha fortemente as empresas privadas a fazerem o mesmo. “Não podemos perder tempo. Devemos implementar medidas para evitar um novo confinamento generalizado que possa comprometer seriamente a economia”, explicou Conte.

Na República Tcheca, país que tem a maior taxa de infecções e mortes por 100.000 habitantes na Europa, o governo pediu aos militares para construir um hospital de campanha com 500 leitos, no entorno de Praga. O grande estádio nacional de Varsóvia será transformado em um hospital temporário para pacientes da Covid-19.

 

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