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Imunidade ao coronavírus 'diminui rapidamente' em assintomáticos, diz estudo britânico

Pedestres usam máscaras para evitar a Covid-19 em Manchester, no noroeste da Inglaterra. Em 22 de outubro de 2020.
Pedestres usam máscaras para evitar a Covid-19 em Manchester, no noroeste da Inglaterra. Em 22 de outubro de 2020. AFP
Texto por: RFI
3 min

Um estudo britânico publicado nesta terça-feira (27) mostra que a imunidade adquirida por pessoas curadas do novo coronavírus "diminui muito rapidamente", especialmente em pacientes assintomáticos e, em certos casos, pode durar apenas alguns meses.

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O trabalho foi desenvolvido no período de 20 de junho a 28 de setembro de 2020. Pesquisadores do Imperial College de Londres e do Instituto Ipsos Mori acompanharam 350.000 pessoas, selecionadas aleatoriamente na Inglaterra, e que se submeteram regularmente a testes em casa para ver se tinham anticorpos contra a Covid-19.

"Durante este período, a proporção de pessoas com teste positivo para anticorpos Covid-19 diminuiu 26,5%", de 6% para 4,4% da população testada, explica uma declaração, "o que sugere uma redução dos anticorpos nas semanas ou meses após a infecção”.

"A imunidade diminui rapidamente", observou Helen Ward, professora de saúde pública do Imperial College. O estudo desenvolvido na instituição britânica também mostra que "as pessoas que não apresentaram sintomas relacionados à Covid-19 têm probabilidade de perder seus anticorpos detectáveis ​​mais rapidamente do que aquelas que apresentaram sintomas".

Imunidade mais baixa em idosos

Enquanto todas as faixas etárias são afetadas por esse declínio da imunidade, de acordo com o estudo, os idosos são mais afetados: entre junho e setembro, a proporção de pessoas com mais de 75 anos com anticorpos diminuiu 39%, ao mesmo tempo em que foi reduzida em apenas 14,9% para os jovens de 18 a 24 anos.

"Este estudo é uma parte crucial da pesquisa e ajuda a entender como os anticorpos da Covid-19 evoluem ao longo do tempo", explicou o secretário de Estado da Saúde, James Bethell.

No entanto, "ainda não se sabe se os anticorpos conferem um nível eficaz de imunidade ou mesmo, em caso dessa imunidade existir, quanto tempo ela dura", disseram os pesquisadores, enfatizando a importância de continuar a cumprir as diretrizes das autoridades de saúde.

A virologista Wendy Barclay, do Imperial College London, explicou que "este novo coronavírus parece se comportar de maneira bastante semelhante aos coronavírus sazonais que existem em humanos há décadas, senão centenas de milhares de anos". Podemos ser "reinfectados a cada ano ou a cada dois anos" por esses coronavírus sazonais devido ao declínio da imunidade, detalhou ela à Times Radio.

Passaporte de imunidade não funcionaria

Diante de um possível risco de reinfecção pelo novo coronavírus, os pesquisadores não são favoráveis ao conceito de "passaporte de imunidade", que visaria permitir que pessoas curadas do novo coronavírus levassem uma vida normal, garantindo um desconfinamento em toda segurança.

"No momento, esta não é uma boa ideia porque a qualidade da resposta dos anticorpos pode variar entre os indivíduos", disse Barclay. A virologista fez um apelo ao "otimismo sobre as vacinas, porque elas funcionam de maneira diferente" e podem conferir imunidade mais longa, concluiu.

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