Dinamarca: partido de extrema direita quer publicar caricaturas de Maomé

Extrema direita dinamarquesa quer publicar caricaturas de Maomé.
Extrema direita dinamarquesa quer publicar caricaturas de Maomé. Wikimedia.org

Um partido dinamarquês de extrema direita anunciou o lançamento de uma campanha para divulgar as caricaturas do profeta Maomé publicadas no jornal satírico Charlie Hebdo e mostradas na sala de aula pelo professor francês Samuel Paty. O educador foi alvo de um ataque terrorista e decapitado nos arredores da escola onde trabalhava, na região parisiense. 

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"O assassinato de Samuel Paty está na origem da campanha de apoio à sua família e à luta pela liberdade de expressão", disse nesta sexta-feira (30) Pernille Vermund, presidente do partido anti-imigração Nye Borgerlige (Nova Direita), que detém quatro dos 179 assentos no parlamento dinamarquês.

Em seu site, o partido político lançou uma campanha para "publicar desenhos do Charlie Hebdo em jornais dinamarqueses". Na mídia local, onde os desenhos não foram republicados recentemente, a campanha gerou polêmica.

"Condenamos o terrorismo muçulmano e apoiamos 100% a França, as vítimas e a liberdade de expressão. Não estou totalmente certo de que serão publicadas, mas como política tenho a obrigação de me comprometer para que os avanços da sociedade sejam a favor de uma maior liberdade de expressão, e não menos", afirmou o deputado.

Desenhos foram publicados pela primeira vez em 2006

A primeira publicação de charges de Maomé, há 15 anos, pelo jornal dinamarquês Jyllands Posten, provocou a ira de muitos muçulmanos em todo o mundo e manifestações violentas contra a Dinamarca.

O Islã em sua interpretação estrita proíbe qualquer representação de Maomé. O semanário satírico francês Charlie Hebdo, como outros jornais europeus, publicou os desenhos pela primeira vez em 2006 para defender a liberdade de imprensa.

Em 2015, o Charlie Hebdo foi alvo de um ataque jihadista que matou 12 jornalistas e cartunistas do semanário. Desde então, a França vem sendo alvo de uma série de ataques terroristas, que resultaram na morte de mais de 260 pessoas.

Com informações da AFP

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