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Polícia dispersa manifestantes anti-máscara em Berlim com gás lacrimogêneo e canhões de água

Policiais usam canhões de água para conter manifestantes em Berlim.
Policiais usam canhões de água para conter manifestantes em Berlim. AP - Michael Sohn
Texto por: RFI
3 min

Milhares de pessoas foram às ruas nesta quarta-feira (18) em Berlim em protesto contra as medidas restritivas impostas pelo governo para combater a pandemia de coronavírus. Os participantes contestam principalmente o uso obrigatório de máscaras de proteção. A polícia alemã fez uso de canhões de água em Berlim para dispersar a manifestação.

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A polícia havia ordenado a dissolução do protesto pacífico, que reunia entre 5.000 e 10.000 pessoas perto do Portão de Brandemburgo, no coração da capital. Sem serem respeitadas, as forças de ordem apelaram para canhões de água e bombas de gás lacrimogêneo. Os participantes revidaram com pedras e garrafas. Cerca de 200 pessoas foram detidas.

"Vergonha! Vergonha", gritavam os participantes, recusando-se a deixar a avenida que parte do Portão de Brandenburgo e onde eles começaram a se concentrar pela manhã. Segundo Thilo Cablitz, porta-voz da polícia de Berlim, os canhões de água foram usados como “último recurso, apenas porque as pessoas não estavam usando máscaras e não respeitavam as regras de distanciamento sanitário”.

Desde o início de novembro, a Alemanha aumentou as restrições na tentativa de conter a segunda onda de contaminação por coronavírus.

Reforma da legislação

As autoridades alemãs haviam proibido a realização dessa manifestação em frente ao Reichstag, o edifício que abriga a Câmara dos Deputados (Bundestag), por medo de incidentes violentos.

A manifestação ocorre no momento em que as duas câmaras do Parlamento (Bundestag e Bundesrat) devem adotar uma reforma que integra na legislação nacional uma bateria de medidas para combater a propagação do vírus, entre elas o respeito ao distanciamento social ou ao uso da máscara.

Em grupos de discussão online, alguns opositores não hesitam em comparar essa reforma com a lei de plenos poderes concedidos a Adolf Hitler em 1933, apenas dois meses após sua ascensão à chancelaria. As comparações despertaram a ira de alguns líderes políticos, principalmente do vice-chanceler Olaf Scholz e do ministro das Relações Exteriores, Heiko Maas.

Essa não é a primeira manifestação contra as medidas sanitárias na Alemanha. Em 7 de novembro, em Leipzig,  um protesto semelhante, reunindo mais de 20.000 pessoas, terminou em violência e gerou um acalorado debate sobre a permissão ou não de tais manifestações em meio a medidas coercivas de saúde. Outro protesto em Frankfurt neste sábado (14), também resultou em confrontos.

(Com informações da AFP)

 

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