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Covid-19: Anúncio de vacina não muda postura de governos europeus que mantêm lockdown

A França, entre outros países europeus, deve continuar lockdown da população, com flexibilização das regras a partir de 1° de dezembro.
A França, entre outros países europeus, deve continuar lockdown da população, com flexibilização das regras a partir de 1° de dezembro. AP Photo/Laurent Cipriani
Texto por: RFI
3 min

Apesar dos anúncios promissores sobre vacinas e tratamentos contra a Covid-19, países europeus preferem manter a cautela e continuar aplicando regras para diminuir os contatos sociais da população e conter o avanço da pandemia.

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Este é o caso da França. Um discurso oficial de Emmanuel Macron está previsto para terça-feira (24), quando o presidente não deve anunciar o fim do lockdown, que começou em 30 de outubro, mas uma flexibilização das medidas.

Em entrevista ao Journal du Dimanche (JDD), publicada neste domingo (22), Macron afirmou que quer acabar com as “incertezas” sobre a crise sanitária e trazer “clareza” e “orientação” sobre as próximas etapas.

O porta-voz do governo francês, Gabriel Attal, explica, também no jornal, que a flexibilização deve ser feita em três etapas e “de acordo com a evolução sanitária e os riscos ligados a certas atividades”.

A primeira data seria 1° de dezembro, quando comerciantes esperam poder reabrir suas lojas. A segunda etapa começaria na véspera das festas de fim de ano e deve regulamentar as viagens entre regiões. A última etapa de relaxamento só deve acontecer em 2021 e poderia liberar setores de atividades com forte risco de contaminação, como academias de ginástica, shows, espetáculos, restaurantes e bares.

Reino Unido

O governo britânico também se reúne neste domingo para discutir um plano para o fim do lockdown anunciado para 2 de dezembro. A Inglaterra deve, então, voltar a um sistema de restrições locais em três níveis, mas com mais zonas no nível máximo de alerta para “preservar os resultados do confinamento”, segundo comunicado de Downing Street.

Após aprovação, o plano será apresentado na segunda-feira (23) ao Parlamento e deve “expor as modalidades para as pessoas verem suas famílias no Natal”, afirma o comunicado, lembrando que “os ministros indicaram claramente que este não será um período de festas normal”.

No sábado, novas medidas de restrição foram aplicadas em onze áreas da Escócia e um novo confinamento de duas semanas foi anunciado na Irlanda do Norte.

Portugal

Enfrentando um número crescente de novas contaminações, o governo português decidiu no sábado (21) reforçar as restrições e fechar escolas e serviços públicos de 30 de novembro a 7 de dezembro.

O país foi dividido em quatro zonas que, a partir de terça-feira, serão categorizadas segundo diferentes níveis de restrições, de acordo com o primeiro-ministro Antonio Costa. Em todo o país, as viagens entre municípios serão proibidas entre 27 de novembro e 2 de dezembro e de 4 a 9 de dezembro.

Somente 65 municípios entre os 308 que conta o país estão na categoria de risco moderado e podem escapar do toque de recolher noturno e da obrigação de trabalhar em casa ordenados aos municípios que têm risco elevado. A partir do nível de risco muito elevado, onde está a região de Lisboa, um toque de recolher é imposto a partir das 13 horas nos fins de semana e feriados.

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