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Europa chega a 20 milhões de casos de Covid-19 e UE planeja início da vacinação

Rua no centro de Barcelona, nordeste da Espanha, na segunda-feira, 7 de dezembro de 2020.
Rua no centro de Barcelona, nordeste da Espanha, na segunda-feira, 7 de dezembro de 2020. AP - Emilio Morenatti
Texto por: RFI
4 min

Enquanto o Reino Unido começa a vacinar seus cidadãos e os governos europeus preparam suas campanhas para a imunização contra a Covid-19, o Velho Continente registra o total de 20 milhões de casos da doença.

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Segundo um balanço divulgado pela agência France Presse nesta terça-feira (8), em quantidade de casos, os 52 países da região constituem a zona mais atingida no mundo em termos de contaminação, na frente dos Estados Unidos e Canadá (15,4 milhões de casos) e da América Latina (13,6 milhões de casos). Em todo o mundo, desde o início da pandemia, 67 milhões de infecções por coronavírus foram registradas. 

Nos últimos sete dias, a Europa contabilizou cerca de 40% dos novos casos detectados em todo o planeta. No entanto, a progressão do vírus parece se estabilizar, com uma diminuição de 2% das contaminações em relação à semana anterior. O Velho Continente registrou cerca de 236 mil novos nos últimos setes dias. 

De acordo com o balanço da AFP, desde o último 24 de novembro, mais de 10 mil mortes por Covid-19 são registradas em média a cada dia no mundo. No total, a pandemia já matou 1.545.320 pessoas.

Vacinação começa em janeiro 

A Bélgica, a França e a Espanha preveem campanhas de vacinação a partir de janeiro de 2021, começando pelas pessoas mais vulneráveis. Já o Reino Unido deu início à imunização de sua população nesta terça-feira, graças a uma autorização que o governo britânico concedeu a sua agência nacional de saúde para acelerar a avaliação da vacina da Pfizer/BioNTech. 

A Rússia começou a administrar o imunizante "Sputinik V" aos trabalhadores do Estado, aos profissionais da saúde e professores em Moscou. No entanto, a vacina russa continua em sua terceira e última fase de ensaios clínicos. 

A Alemanha --que na primeira onda da Covid-19 foi considerada como o exemplo da luta contra a doença-- passa por dificuldades para barrar a progressão da doença, especialmente no leste do país. A partir de segunda-feira (14), o governo da Saxônia vai adotar novas e severas restrições, como o fechamento de escolas e boa parte das lojas. 

A Dinamarca fechou as escolas de ensino médio, bares e restaurantes em 38 localidades, incluindo a capital Copenhague. Já a Grécia decidiu prolongar as restrições --fechamento de escolas, restaurantes e academias-- até 7 de janeiro.

Na Itália, onde a marca de 60 mil mortos foi alcançada no domingo (6), a ministra do Interior, Luciana Lamorgese testou positivo ao coronavírus. Ela foi notificada do resultado do exame durante uma reunião ministerial, obrigando várias autoridades italianas a se isolarem. 

Festas de fim de ano 

Com a aproximação das festas de final de ano, os governos europeus tentam encontrar um delicado equilíbrio para tentar frear a epidemia, mas também evitar que as restrições castiguem ainda mais a economia. Enquanto alguns países anunciam novas medidas contra a doença, outros preveem relaxar a imposições durante o Natal e o Ano Novo. 

Na França, o governo reconheceu que vai demorar a alcançar a meta de cinco mil casos diários de Covid-19, estabelecida como condição para flexibilizar as restrições a partir de 15 de dezembro. Na Alemanha, o governo admitiu que a tendência "não é a esperada" e provavelmente será necessário aplicar novas medidas durante as festas.

Na Espanha, mesmo com um alto número de mortos e uma situação longe de estar controlada, a reabertura do comércio para as compras de Natal, levou a população a se aglomerar em ruas e centros comerciais. 

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