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Covid-19: AstraZeneca pede autorização para a "vacina de Oxford" na União Europeia

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) informou, nesta terça-feira (12), que sua autorização para a vacina desenvolvida pela AstraZeneca e a Universidade de Oxford pode ser anunciada até 29 de janeiro.
A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) informou, nesta terça-feira (12), que sua autorização para a vacina desenvolvida pela AstraZeneca e a Universidade de Oxford pode ser anunciada até 29 de janeiro. REUTERS - DADO RUVIC
Texto por: RFI
4 min

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) anunciou, nesta terça-feira (12), que o laboratório britânico AstraZeneca e a Universidade de Oxford solicitaram a autorização para o uso de sua vacina contra o coronavírus nos países da União Europeia (UE).

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"A EMA recebeu uma solicitação para uma autorização condicional de comercialização da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela AstraZeneca e a Universidade de Oxford", afirma um comunicado divulgado pelo regulador europeu, baseado em Amsterdã.

Se for aprovado, este será o terceiro imunizante disponível nos 27 países da UE, que tentam acelerar as campanhas de vacinação. As duas primeiras vacinas autorizadas no bloco foram as da Pfizer/BioNTech e da Moderna.

A EMA declarou que vai acelerar a avaliação da nova vacina e que a decisão sobre a autorização pode ser divulgada até 29 de janeiro, "desde que os dados apresentados sobre qualidade, segurança e eficácia (...) sejam suficientemente sólidos e completos".

Boa notícia para a UE

A União Europeia está sob pressão para aprovar novos imunizantes contra o coronavírus. A doença já deixou mais de 620 mil mortos no Velho Continente.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, saudou o anúncio da EMA como "uma boa notícia". "Uma vez que a vacina terá recebido um parecer científico, trabalharemos o mais rápido possível para autorizar sua utilização na Europa", afirmou nesta terça-feira no Twitter.

Desenvolvida com a tecnologia de vetor viral não-replicante de adenovírus de chimpanzé, a vacina da AstraZeneca/Oxford é menos cara para ser produzida do que a dos outros laboratórios. O produto britânico também é mais fácil de estocar e transportar. O imunizante da Pfizer/BioNTech, por exemplo, deve ser conservado em temperaturas extremamente baixas (-70°C).  

A polêmica da meia-dose

No entanto, a AstraZeneca enfrentou duras críticas devido a uma confusão envolvendo os resultados dos testes clínicos da vacina. Em novembro, o laboratório britânico anunciou que seu produto tinha uma eficácia de 70%, contra mais de 90% nas da Pfizer/BioNTech e da Moderna. 

A eficácia do imunizante da AstraZeneca/Oxford foi de 90% para os voluntários que primeiramente receberam uma meia-dose, e depois uma dose completa um mês mais tarde. Mas a eficiência foi somente de 62% para outro grupo que foi inoculado com duas doses completas, com um mês de intervalo.

O laboratório britânico informou que a injeção com a meia-dose foi utilizada nos voluntários por engano e somente um grupo reduzido havia sido submetido ao segundo protocolo. O anúncio suscitou preocupação, levando a empresa a indicar que faria um novo estudo para verificar os resultados. 

No final de dezembro, o diretor-geral da AstraZeneca, Pascal Soriot, afirmou que o laboratório havia encontrado uma fórmula 100% eficaz contra as formas graves da Covid-19. "Pensamos ter encontrado a fórmula vencedora", comemorou o executivo na época.

A EMA indicou ter pedido mais informações relacionadas à segurança e à eficácia do produto britânico. Segundo a agência europeia, elas já foram fornecedias e estão sendo examinadas. 

(Com informações da AFP

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