Covid-19: casos caem no Reino Unido, que aguarda testes para vacinar crianças

O secretário da Saúde britânico, Matt Hancock tira um "selfie" durante uma visita da rainha Elizabeth em um hospital em Birminghan, para agradecer os voluntários que participaram dos testes clínicos.
O secretário da Saúde britânico, Matt Hancock tira um "selfie" durante uma visita da rainha Elizabeth em um hospital em Birminghan, para agradecer os voluntários que participaram dos testes clínicos. AP - Molly Darlington
Texto por: RFI
3 min

Os casos de contaminação provocados pela variante sul-africana diminuíram no Reino Unido, mas o país prevê uma saída gradual do lockdown para evitar uma nova aceleração da epidemia. O Ministério da Saúde britânico também aguarda o resultado de estudos sobre a aplicação da vacina contra a Covid-19 em crianças.

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O lockdown imposto no início de janeiro parece ter surtido efeito no país. Houve queda no número de casos, internações e mortes nas últimas semanas. Apesar dos bons resultados, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, alertou que a flexibilização deverá ser “cautelosa e progressiva.” A prioridade será dada para a reabertura das escolas, que poderá ter início a partir de 8 de março.

O premiê pretende apresentar ao Parlamento, na segunda-feira (22), um calendário para a diminuição das restrições. Neste sábado (20), o país registrou 10.406 novos casos da doença, menos do que a metade da França.

O ministro da Saúde britânico, Matt Hancock, defendeu a estratégia do governo de uma liberalização gradual, mas enfatizou que ainda havia "quase 20.000" pacientes com Covid-19 hospitalizados. Os primeiros dados mostram que a campanha, uma das mais rápidas do mundo, permitiu desacelerar a transmissão do vírus e aliviar a pressão nos hospitais.

Ele acrescentou que o Reino Unido também estuda a possibilidade de vacinar as crianças para reduzir a transmissão da Covid-19. "Testes clínicos estão em andamento para descobrir se as crianças devem ser vacinadas", completou. O epidemiologista John Edmunds, que integra o conselho científico do governo, disse que enquanto toda a população, incluindo as crianças, não fosse vacinada, "haveria um risco de aumento da circulação do vírus."

Primeira dose da vacina para todos

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, promete que todos os adultos do país receberão a primeira dose da vacina contra a Covid-19 até o final de julho. Já os ingleses com mais de 50 anos deverão ser imunizados até meados de abril. Inicialmente, o governo estabeleceu como meta vacinar toda a população adulta até setembro. Até agora, mais de um quarto da população do Reino Unido já recebeu a primeira dose da vacina, mas apenas 1% pode injetar a segunda dose.

A campanha de vacinação em massa no país começou em dezembro. Em meados de fevereiro, 15 milhões de pessoas já tinham sido imunizadas. Entre eles, maiores de 70 anos e cuidadores de idosos.  “Atingir 15 milhões de vacinados foi um marco importante - mas não haverá flexibilização e quero ver a campanha avançar mais rapidamente nas próximas semanas”, afirmou Boris Johnson em um comunicado.

O Reino Unido é o quarto país do mundo com mais mortos em relação a população: 177 por 100.000 habitantes, atrás apenas da República Tcheca (179), Eslovênia (181) e Bélgica (189).

(Com informações da AFP)

 

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