Líderes mundiais e monarquias lamentam morte de marido de Elizabeth II

Homenagem ao príncipe Philip, em Picadilly Circus, Londres (9/4/21).
Homenagem ao príncipe Philip, em Picadilly Circus, Londres (9/4/21). AP - Matt Dunham

As monarquias e os principais líderes mundiais prestaram nesta sexta-feira (9) homenagem ao príncipe Philip, duque de Edimburgo e marido por quase sete décadas da rainha Elizabeth II.

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"Ele viveu uma vida exemplar caracterizada pela coragem, pelo sentido do dever e pelo compromisso com a juventude e o meio ambiente", escreveu o presidente francês Emmanuel Macron em um tuíte em inglês.

Através de um comunicado emitido pela Casa Branca, o presidente norte-americano, Joe Biden, e a primeira-dama, Jill Biden, expressaram pesar pela morte do príncipe.

A chanceler alemã, Angela Merkel, expressou sua "grande tristeza" pela morte do príncipe, segundo uma porta-voz do governo alemão. "Sua amizade pela Alemanha, sua franqueza e senso de dever são inesquecíveis", tuitou Ulrike Demmer, em nome de Merkel.

Philip de Edimburgo "era um homem de convicções e princípios", expressou o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau.

O presidente russo, Vladimir Putin, desejou à rainha Elizabeth II "coragem e força mental diante desta perda dolorosa e irreparável". Putin enviou um telegrama à rainha, informou o Kremlin, no qual lembrou que "muitos acontecimentos importantes na história moderna de seu país estão associados ao nome de sua Alteza Real".

"O príncipe Philip fará muita falta em Israel e no mundo", disse o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, também transmitiu seus pêsames.

Na América Latina, um dos primeiros a reagir foi o presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador. "Meus pêsames aos familiares, amigos e ao Reino Unido pela morte do príncipe Philip", desejou. Em Cuba, o chanceler Bruno Rodríguez também comunicou suas "muito sentidas condolências à Sua Majestade Elizabeth II, Sua Alteza o príncipe Charles, à família real e ao povo e governo britânicos".

Homenagens coroadas

Uma das primeiras monarquias a reagir foi a belga. "A morte de sua Alteza Real, o príncipe Philip, duque de Edimburgo, nos entristece profundamente", comunicaram o rei Philippe e sua esposa, Mathilde, que estenderam seus pêsames a toda família real e ao povo britânico.

O rei Haroldo V da Noruega, de 84 anos, também transmitiu seus sentimentos à família real britânica e ordenou que a bandeira nacional ficasse e meio mastro no Palácio Real, em Oslo.

Na Suécia, o rei Carlos XVI Gustavo lembrou que Philip foi, "durante muitos anos, um grande amigo da nossa família, uma relação que apreciamos profundamente".

Conhecido por seu senso de humor particular e por sua lealdade à monarquia, Philip foi parte, durante décadas, do mundo de realezas dentro e fora da Europa.

"Sua animada personalidade sempre deixou uma impressão inesquecível", recordaram o rei da Holanda, Willem-Alexander, e sua esposa, a rainha Máxima.

O casal real da Espanha, Felipe e Letizia, enviaram uma mensagem particularmente carinhosa à rainha Elizabeth II. "Querida tia Lilibet, sentimos uma tristeza profunda ao receber a notícia da morte de nosso querido tio Philip", escreveram.

"Nunca esqueceremos das ocasiões em que pudemos compartilhar com ele, nem o legado de serviço e dedicação à Coroa e ao Reino Unido que ele sempre desempenhou ao vosso lado", continua a mensagem.

A rainha Margaret II da Dinamarca, que perdeu seu marido há três anos, enviou uma mensagem pessoal a Elizabeth II e lembrou que antes de se tornar príncipe consorte, Philip ostentou o título de príncipe da Dinamarca.

O príncipe Albert de Mônaco também expressou seus pêsames.

O duque de Edimburgo foi o consorte real que ficou por mais tempo na história da coroa britânica e uma presença constante à sombra da rainha Elizabeth II.

De ascendência alemã, Philip nasceu príncipe da Grécia e Dinamarca em 10 de junho de 1921.

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