Covid-19: Bélgica anuncia reabertura de cafés e restaurantes em maio

Como na França (foto), cafés e restaurantes da Bélgica estão fechados desde outubro de 2020.
Como na França (foto), cafés e restaurantes da Bélgica estão fechados desde outubro de 2020. AP - Francois Mori

A Bélgica vai autorizar a partir de 8 de maio a reabertura dos serviços de bares e restaurantes nas calçadas e espaços abertos. Os estabelecimentos estavam fechados desde o final de outubro de 2020. A abertura se dará após um lockdown de quatro semanas que permitiu reduzir a contaminação pelo coronavírus, mas sem diminuir significativamente a pressão hospitalar.

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O primeiro-ministro belga, Alexander De Croo, anunciou nestaa quarta-feira (14) que o governo estava adotando uma abordagem "cautelosa" nesta reabertura.

“A aparência da pandemia mudou. Não estamos lutando contra o mesmo vírus de um ano atrás. O vírus e suas variantes agora são mais virulentos, mais contagiosos e mais agressivos”, disse, em entrevista coletiva.

A pressão vinha crescendo há várias semanas no país para aliviar o setor de restaurantes. Antes da progressão das infecções por causa da variante britânica, a reabertura completa de cafés e restaurantes estava prevista para 1º de maio.

Outras reduções nas restrições ocorrerão nas próximas semanas, incluindo a reabertura das escolas na próxima segunda-feira.

A proibição de viagens não obrigatórias ao exterior também será suspensa na próxima semana, embora o primeiro-ministro tenha instado os belgas a viajar o menos possível.

O próximo passo será a reabertura dos cabeleireiros e lojas não essenciais no dia 26 de abril, depois das feiras de rua, parques de lazer e pavilhões desportivos (no limite de 25 pessoas) a partir de 8 de maio.

O governo, porém, adiou o retorno do público aos eventos esportivos e culturais.

Segundo dados da OMS, foram registrados mais de 23.500 óbitos atribuídos à Covid-19 desde o início de 2020 na Bélgica, que apresenta uma das maiores taxas de mortalidade em função de sua população, com uma taxa de 204 óbitos por 100.000 habitantes.

O número de novas infecções registradas a cada dia diminuiu, mas permanece acima de 3.000 por dia, e a taxa de reprodução do vírus (que reflete sua contagiosidade) é de 1, o que significa que a epidemia continua a progredir no mundo.

(Com informações da AFP)

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