Polícia alemã anuncia desmantelamento de rede de pornografia infantil

A plataforma "Boystown" existia desde 2019. Quatro suspeitos foram detidos.
A plataforma "Boystown" existia desde 2019. Quatro suspeitos foram detidos. AP - Damian Dovarganes

A polícia judicial da Alemanha anunciou, nesta segunda-feira (3), o desmantelamento de uma rede de pornografia infantil na darknet formada por mais de 400.000 membros, além da detenção de quatro alemães suspeitos de envolvimento, um deles no Paraguai.

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O desmantelamento da plataforma "Boystown", que existia desde 2019, aconteceu em meados de abril. Quatro suspeitos foram detidos, segundo um comunicado da polícia, que classificou a rede como uma das "maiores do mundo". "A plataforma tinha um alcance internacional e servia para a troca de pornografia de menores entre seus membros", essencialmente fotos e vídeos, relata o comunicado.

O conteúdo inclui "imagens de abusos sexuais graves contra crianças muito pequenas", acrescentou a polícia.

Três homens de 40, 49 e 58 anos foram presos em sete batidas na Alemanha, acusados de dirigir a plataforma como administradores, dar apoio técnico e assessoria aos membros sobre como escapar das autoridades.

Colaboração

Um quarto suspeito, também alemão, foi detido no Paraguai - onde vive - a pedido das autoridades alemãs, disse a polícia. O detido no Paraguai, cuja identidade não foi revelada pela polícia, tem um mandado de prisão internacional pedido contra ele e deve ser entregue em breve às autoridades alemãs.

Este homem, de 64 anos, é acusado de ser "um dos usuários mais ativos da plataforma" e de ter publicado mais de 3.500 mensagens.

O desmantelamento da rede se deu após uma investigação de vários meses de uma unidade especial da polícia alemã, sob a coordenação da Europol e com a colaboração das polícias holandesa, sueca, australiana, americana e canadense.

Rede "Elysium"

A Alemanha desmantelou várias redes similares nos últimos anos. Em março de 2019, quatro alemães acusados de ter criado uma plataforma que ficou conhecida como "Elysium" foram condenados a penas que chegaram a até mais de nove anos de prisão.

Ativo durante seis meses e fechado em 2017 pelas autoridades alemãs, o site tinha mais de 111 mil membros no mundo todo e permitia a troca de fotos e vídeos de crianças. 

(Com informações da AFP)

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