UE aprova acordo para permitir entrada de viajantes estrangeiros completamente vacinados

Países europeus pretendem relançar o turismo durante o verão no Hemisfério Norte. Setor foi gravemente afetado pela crise da Covid-19.
Países europeus pretendem relançar o turismo durante o verão no Hemisfério Norte. Setor foi gravemente afetado pela crise da Covid-19. AP - Francisco Seco

Os representantes dos 27 Estados membros da União Europeia (UE) alcançaram nesta quarta-feira (19) um acordo para permitir a entrada nos países do bloco de viajantes estrangeiros que já estão totalmente vacinados.

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Com a aproximação do verão no Hemisfério Norte e de olho na alta temporada turística, os embaixadores europeus aprovaram a recomendação da Comissão Europeia. No entanto, a aplicação da medida não é obrigatória e cada país pode continuar decidindo suas próprias regras unilateralmente.

Diante da melhora da situação sanitária no Velho Continente e da evolução das campanhas de vacinação, a UE tenta coordenar as restrições em suas fronteiras externas. Dentro do bloco, as viagens não estão proibidas por todos os países, mas obedecem também a outras regras, como a apresentação de testes PCR negativos à Covid-19.

A UE fechou suas fronteiras em março de 2020 para as viagens consideradas não essenciais e voltou a reabri-las em junho para uma lista restrita e revisada regularmente. Atualmente, viajantes de apenas seis países têm autorização para entrar nos países do bloco: Austrália, Israel, Nova Zelândia, Ruanda, Cingapura, Coreia do Sul e Tailândia. A China poderá ter sua autorização aceita, em caso de reciprocidade. O Brasil não faz parte deste grupo

Os representantes dos 27 Estados membros também aceitaram, nesta quarta-feira, flexibilizar um indicador avaliado na elaboração da lista de países autorizados a viagens não essenciais. A taxa de incidência do vírus foi elevada de 25 a 75 casos sobre 100 mil habitantes nos últimos 14 dias. 

Paralelamente, os líderes do bloco entraram em acordo para colocar em prática um mecanismo de emergência coordenado para suspender rapidamente as chegadas de pessoas provenientes de países onde a situação sanitária se deteriorou devido à aparição de uma nova variante. 

CoronaVac aguarda aprovação

No início deste mês, a Comissão Europeia já havia anunciado sua intenção de receber viajantes estrangeiros vacinados. No entanto, a imunização deverá ter sido feita com as vacinas autorizadas pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA): Pfizer/BioNTech, Moderna, AstraZeneca/Oxford e Johnson & Johnson. O documento divulgado em 3 de maio reitera que a segunda dose (ou a dose única, no caso da vacina da Johnson & Johnson) deve ter sido injetada ao menos 14 dias antes da viagem. 

A CoronaVac, do laboratório chinês Sinopharm, utilizada no Brasil, ainda não recebeu o aval da EMA. No último 4 de maio, a agência indicou ter lançado o procedimento para examinar o produto, sinalizando a possibilidade de aprová-lo. Três dias depois, a Organização Mundial da Saúde (OMS), homologou em caráter de urgência o soro chinês a partir dos 18 anos. 

(Com informações da AFP)

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