Alemanha relaxa restrições para viajantes, mas Brasil deve ficar de fora

Polícia observa passageiros chegando no aeroporto internacional de Frankfurt, na Alemanha, em dezembro de 2020.
Polícia observa passageiros chegando no aeroporto internacional de Frankfurt, na Alemanha, em dezembro de 2020. AFP - ARMANDO BABANI

A Alemanha anunciou, nesta sexta-feira (11), que vai suspender restrições de viagens para a maioria dos países, com exceção de zonas com alto número de contaminações e variantesda Covid-19.

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“Em diversos lugares, o número de infecções diminui e cada vez mais cidadãos são vacinados. Após longos meses de lockdown, podemos esperar um retorno ao normal, incluíndo as viagens”, declarou o ministro alemão de Relações Exteriores Heiko Maas, em um comunicado.

Mais cedo, o instituto alemão Robert Koch para doenças infecciosas retirou os Estados Unidos, o Canadá, a Suíça, a Áustria e algumas regiões da Grécia da lista de países a risco.

A maioria das viagens para a Alemanha vindas de fora da UE e do Espaço Schengen ainda se limita apenas a motivos essenciais. As restrições, que estavam em vigor há mais de um ano, deixam de ser aplicadas em 1° de julho para países onde a taxa de incidência de casos é inferior a 200 por 100.000 habitantes, em um período de 7 dias.

Como no caso de outros países europeus que a abriram as fronteiras, o Brasil poderia ficar de fora da lista alemã. Segundo dados atuais do Centro europeu de controle e prevenção de doenças (ECDC), a incidência semanal de casos no território brasileiro é superior a este número, além de estar sujeito à aparição de novas variantes, já que a pandemia não está controlada.

Mas este cenário poderia mudar, já que os países da União Europeia também decidiram, nesta sexta-feira (11), relaxar os critérios de classificação de zonas a risco usados para realizar o mapa publicado semanalmente pelo ECDC.

Flexibilização na UE

Os países da União Europeia assinaram um acordo que coordena medidas para facilitar as viagens dentro do bloco durante o verão no hemisfério norte, que começa este mês. Entre as ações está a adoção do certificado Covid, além da possibilidade de reintroduzir restrições em caso de aparição de novas variantes.

A partir de 1° de julho, pessoas munidas do certificado Covid europeu, atestando que estão vacinadas ou que tiveram um resultado negativo no teste, devem poder viajar dentro do bloco sem restrições, como testes suplementares ou quarentena.

Crianças com menos de 12 anos devem ser dispensadas de realizar testes e menores que viajam com pais ou acompanhantes não devem ficar em quarentena se o adulto que os acompanha não for submetido também.

As recomendações foram aprovadas por representantes dos países membros da UE.

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