Uso da máscara ao ar livre pode deixar de ser obrigatório na França e Alemanha

Em Arcachon, no sudoeste da França, a máscara não é mais obrigatória no espaço público desde o dia 19 de maio
Em Arcachon, no sudoeste da França, a máscara não é mais obrigatória no espaço público desde o dia 19 de maio AFP - MEHDI FEDOUACH

De acordo com o ministro da Saúde alemão, a decisão poderia ser adotada em breve no território, diante da queda do número de casos de Covid-19 no país. Na França, o diretor-geral da Saúde também sinalizou a possibilidade para o final de junho, mas decisão ainda não é oficial. 

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A Alemanha avança para uma suspensão gradual da obrigação do uso de máscara, após a redução das infecções por Covid-19 no país. A afirmação foi feita nesta segunda-feira (14) pelo ministro da Saúde, Jens Spahn. Ele citou a queda na taxa de incidência, que representa o número de contaminações para cada 100 mil habitantes - em maio, ele já estava abaixo de 100.

"Graças à queda da taxa de incidência, podemos atuar por etapas: um primeiro passo pode ser a suspensão do uso da máscara em áreas abertas", afirmou Spahn em uma entrevista ao grupo de imprensa Funke. "Nas regiões com taxa de incidência pequena e elevada taxa de vacinação, isto poderia alcançar progressivamente os espaços internos", completou.

Na Alemanha, o uso de máscara é obrigatório nos locais públicos fechados, no transporte público, estabelecimentos comerciais e algumas ruas muitos frequentadas. Mas o país, como a maioria dos vizinhos europeus, registra há várias semanas uma forte redução das infecções de Covid-19, o que permite uma flexibilização das restrições.

A campanha de vacinação acelerou no país: 48,1% dos alemães receberam ao menos uma dose e 25,7% da população está completamente imunizada. Desde meados de maio, as autoridades flexibilizaram várias medidas contra a Covid-19. Restaurantes, bares e lojas não essenciais, fechados durante vários meses, retomaram as atividades.

A ministra alemã da Justiça, Christine Lambrecht, pediu às regiões do país que "examinem" em que medida o uso da máscara continua sendo "apropriado" em seus territórios.

França poderia seguir mesmo caminho

O diretor geral da Saúde na França, Jérôme Salomon, também disse em entrevista à rádio RTL, nesta segunda-feira (14), que a última etapa da flexibilização do lockdown, que começou em maio, poderia tornar possível o "fim de algumas obrigações", respondendo a uma pergunta sobre o uso da máscara ao ar livre. Ele ressaltou, entretanto, que as medidas de proteção, como o distanciamento social, por exemplo, devem continuar a ser respeitadas, e a proteção facial é indispensável em espaços fechados.

O Ministério da Saúde francês reagiu e disse que "nenhuma decisão nesse sentido ainda havia sido tomada" e o Conselho Científico se reunirá em junho para avaliar a regra. A situação sanitária melhorou consideravelmente nas últimas semanas na França, com a desaceleração da epidemia e o avanço da vacinação - 30 milhões de franceses já receberam pelo menos uma dose. 

O presidente do Conselho Científico, Jean-François Delfraissy, disse na semana passada que será "muito difícil manter o uso da máscara depois do dia 30 de junho", alertando os franceses, entretanto, sobre o risco de um "relaxamento prematuro". 

O representante da Direção Geral da Saúde tem a mesma opinião e defende que é preciso continuar sendo prudente, citando a situação no Reino Unido, onde o avanço da variante Delta pode levar o país a adotar novas restrições. "Isso mostra que, mesmo com poucos casos e uma boa cobertura vacinal, o vírus pode voltar a circular ativamente."

Na Dinamarca, o uso da máscara foi oficialmente abolido nesta segunda-feira. A proteção facial passou a ser obrigatória apenas no transporte público.

Com informações da AFP

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