Covid-19: Holanda anuncia fim do distanciamento social e impõe passaporte sanitário

Mais de 10 mil pessoas saíram às ruas de Amsterdam no último 11 de setembro para exigir a retomada de festivais de música na Holanda.
Mais de 10 mil pessoas saíram às ruas de Amsterdam no último 11 de setembro para exigir a retomada de festivais de música na Holanda. AP - Peter Dejong

A exemplo de vários países europeus, a Holanda resolveu adotar uma medida que causa polêmica na Europa, mas que vem mostrando bons resultados contra a Covid-19. Com a adoção do passaporte sanitário, anunciada nesta terça-feira (14) pelo governo holandês, várias outras restrições poderão ser deixadas para trás, como o distanciamento social.

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Segundo o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, o passaporte sanitário será exigido a todos os cidadãos acima de 13 anos, a partir do próximo 25 de setembro, para a frequentação de bares, restaurantes, festivais e eventos esportivos. O documento tem o objetivo de comprovar que ou o indivíduo está vacinado contra a Covid-19, ou está naturalmente imunizado após ter se curado da doença ou testou negativo ao vírus recentemente. 

O premiê também anunciou que a situação sanitária está melhorando no país, que vem registrando uma diminuição nas contaminações. A Holanda foi um dos países europeus a adotar menos medidas contra a Covid-19 no início da pandemia, mas endureceu as restrições durante a segunda onda da doença, o que revoltou parte da população. A insistência do governo, no entanto, rendeu bons frutos.

"Estou feliz de anunciar hoje que, a partir de 25 de setembro, o distanciamento social obrigatório de 1,50 m poderá ser deixado de lado", afirmou Rutte, em uma coletiva de imprensa na TV. "Isso significa que mais pessoas poderão frequentar cafés e restaurantes ao mesmo tempo. Isso significa também que festivais e eventos esportivos poderão novamente ocorrer com a capacidade máxima", reiterou. 

Medida efetiva

Temendo enfrentar um novo movimento de contestação, o premiê explicou que o passaporte sanitário vem sendo uma medida efetiva imposta por diversos países, entre eles a França, onde o mecanismo contribuiu para acelerar a vacinação

O governo holandês já vinha defendendo a adoção desta medida e rejeitando as críticas da oposição - como o populista Thierry Baudet - de que o documento é uma forma de obrigar os cidadãos a se imunizarem.

"Não, utilizar o passsaporte sanitário não força ninguém a se vacinar. Vocês podem fazer testes para poder entrar nos locais onde o documento será exigido. Por enquanto, isso continua sendo gratuito", afirmou o ministro holandês da Saúde, Hugo de Jonge. 

Algumas restrições chave da pandemia, no entanto, continuam em vigor na Holanda. É o caso do uso de máscara, que segue sendo obrigatório nos transportes públicos e aeroportos do país. 

Mais de 70% dos holandeses (12,6 milhões de pessoas) receberam ao menos uma dose da vacina anticovid. Segundo dados oficiais, 65% da população elegível da Holanda está completamente imunizada contra a Covid-19.

(Com informações de agências internacionais) 

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