Medo de pegar Covid ao tocar em corrimão provoca aumento de quedas no metrô de Londres

Passageiro nas escadas rolantes do metrô londrino, conhecido pela profundidade de suas linhas.
Passageiro nas escadas rolantes do metrô londrino, conhecido pela profundidade de suas linhas. © Justin Tallis AFP/Arquivos

Por medo de contágio da Covid-19, muitos londrinos relutam a segurar o corrimão das escadas rolantes das estações de metrô. O resultado é um aumento nas quedas com risco de vida – alertaram as autoridades do transporte público nesta sexta-feira (17). 

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O metrô londrino é conhecido pela profundidade de suas estações, com longas escadas rolantes. Nos últimos meses, houve um aumento significativo no número de acidentes, muitos deles fatais, ocorridos nesses locais.

Doze pessoas morreram ou ficaram gravemente feridas no metrô de Londres entre abril e junho deste ano. O número de vítimas fatais ou feridos graves também foi alto no sistema de ônibus, com 23 ocorrências durante esse período. O resultado, tanto nos ônibus como no metrô, é maior que em qualquer outro trimestre do ano 2020-2021, informou o jornal britânico The Daily Telegraph

"Um dos maiores riscos que temos são quedas em escadas rolantes causadas por pessoas que não seguram o corrimão", explicou o diretor da Transport for London (TfL), Andy Lloyd, agência do governo que administra os sistema de transportes na cidade. "Há um problema com a percepção de que o corrimão não está limpo por causa da pandemia", afirmou, durante um painel de segurança organizado esta semana. 

Os passageiros mais idosos são os que correm mais risco. Frequentemente, eles caem quando tentam colocar uma bagagem nas escadas rolantes, completou Lloyd. 

"O número de pessoas mortas ou feridas aumentou à medida que os clientes voltam à rede. O índice de lesões nas escadas e nas escadas rolantes continua relativamente alto", afirma um relatório sobre a segurança dos passageiros divulgado esta semana pela TfL e citado pelo Telegraph

Passageiros embrigados 

Outro fator que provoca queda é o estado de embriaguez de alguns passageiros, com o aumento das viagens noturnas desde o fim do confinamento

Além do atual regime de limpeza intensiva, a TfL pretende ampliar a instalação de emissores de luz ultravioleta nos corrimões das escadas rolantes. O sistema, que visa acabar com todos os vestígios do coronavírus das superfícies, começou a ser implementado no ano passado. 

(Com informações da AFP)

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