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Um pulo em Paris

Comerciantes franceses temem prejuízo com greve durante compras de Natal

Áudio 09:12
Os comerciantes já temem o impacto do movimento nas vendas, principalmente durante este fim de semana, o primeiro das compras de Natal.
Os comerciantes já temem o impacto do movimento nas vendas, principalmente durante este fim de semana, o primeiro das compras de Natal. REUTERS/Christian Hartmann
Por: Silvano Mendes
12 min

A mobilização contra a reforma da Previdência na França deve continuar. Depois de um dia de greve geral, o transporte segue paralisado em Paris nesta sexta-feira (6) e os sindicatos prometem novos protestos na terça-feira (10). Os comerciantes já temem o impacto do movimento nas vendas, principalmente durante este fim de semana, o primeiro das compras de Natal.

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Em 2018, o comércio francês sofreu com os protestos dos “coletes amarelos”, que provocaram transtornos nos centros urbanos e fizeram muita gente preferir fazer suas compras de natal pela internet. Esse ano, com a mobilização contra a reforma da Previdência, os comerciantes temem enfrentar a mesma situação.

“Dezembro é um mês crucial para a nossa atividade. Ele representa entre 10% e 20% do faturamento anual, ou até mais para as atividades ligadas às festas”, explica Yohann Petit, presidente da Aliança francesa de comerciantes. “A possibilidade de uma mobilização que continue pode significar um golpe duro para os comerciantes que já saem de um período difícil, após um ano de protestos dos ‘coletes amarelos’. Pedimos que os franceses nos apoiem e continuem frequentando as lojas próximas de suas casas para compras de Natal”, insistiu.

Comércio teve 30% de prejuízo no primeiro dia de greve

Mesmo tom do lado da confederação de comerciantes da França. “Se o movimento continuar, vai ser dramático. Teremos dois períodos de fim de ano massacrados”, declarou Francis Palombi, presidente da entidade.

Segundo Yohann Petit, o primeiro dia de greve (5 de dezembro) provocou uma queda de 30% nas atividades comerciais. Além da diminuição do número de consumidores em razão da falta de transportes, que esvaziou os centros das cidades, em locais como Paris, onde 1,5 milhão de manifestantes foram às ruas de acordo com os sindicatos (806 mil segundo a polícia), muitas lojas situadas no percurso da passeata tiveram que fechar suas portas para evitar atos de vandalismo. Mesmo assim, várias vitrines foram quebradas durante confrontos entre manifestantes radicais e policiais.

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