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França

Em plena greve dos transportes, ministra francesa é criticada por tirar férias no exterior

A ministra da Ecologia, Élisabeth Borne, é criticada por suas férias no exterior.
A ministra da Ecologia, Élisabeth Borne, é criticada por suas férias no exterior. REUTERS/Charles Platiau
Texto por: Silvano Mendes
3 min

A ministra francesa da Ecologia, Elisabeth Borne, é alvo de críticas após a revelação de que deixou o país para passar as férias de Natal no Marrocos. A viagem acontece em pleno contexto de greve dos transportes públicos na França, como milhares de pessoas bloqueadas em razão da paralização do sistema ferroviário.

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Em meio à mobilização popular contra o projeto de reforma da Previdência, a ministra francesa da Ecologia, cuja pasta dirige a secretaria de Estado dos Transportes, preferiu não adiar suas férias de fim de ano. Segundo informações confirmadas por seu gabinete nesta quarta-feira (25), Elisabeth Borne embarcou com sua família para Marraquexe.

A notícia provocou críticas imediatas da oposição. Principalmente porque o presidente francês Emmanuel Macron havia pedido que seus ministros permanecessem mobilizados em caso de solicitação da mídia. “Tudo bem que Marraquexe não é longe, mas achei um pouco chocante ver um ministro importante do governo tirar férias douradas”, ironizou o deputado Claude Goasguen, do partido de direita Os Republicanos.

Ministra está conectada, alegou gabinete

O gabinete da ministra tentou explicar a situação, alegando que não havia uma regra sobre a distância máxima permitida para as viagens dos ministros que devem ficar à postos em caso de urgência . “Eles não são proibidos de deixar o território nacional. O importante é que ela possa ser contatada se necessário, que esteja permanentemente conectada com suas equipes, e que possa retornar a Paris em algumas horas se necessário. O resto pertence a sua via privada”, informou o ministério, antes de frisar que a ministra diminuiu a duração de sua estadia no exterior em razão do contexto atual.

Em entrevista à radio France Info, Eric Meyer, responsável pelo sindicato de ferroviários Sud Rail, declarou que a atitude da ministra é reveladora da falta de diálogo das autoridades. “Se hoje nós estivéssemos diante de um governo que desejasse sair do conflito, teríamos negociações diárias. Falaríamos todos os dias com o secretário de Estado dos Transportes (que faz parte do ministério de Borne) ou a com a própria ministra da Ecologia. Mas vemos que as indicações foram dadas para cortar qualquer tipo de discussão”. O governo já informou que vai retomar as negociações em janeiro.

22° dia de greve

A França entra nesta quinta-feira (26) em seu 22° dia de mobilização contra a reforma da Previdência. O setor mais afetado é o dos transportes, com trens anulados e milhares de pessoas que tiveram que mudar seus planos para as férias de Natal em razão da falta de meios de locomoção. Já os que puderam viajar, embarcaram sem saber que haverá trens para voltar para casa após as festas.

Nesta quarta-feira (25), feriado no país, apenas duas das 16 linhas do metrô parisiense circulavam.

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