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França/Coronavírus

Salão do Livro cancelado, Louvre fechado, fim de apertos de mãos e beijos: como o coronavírus muda a vida dos franceses

A imprensa francesa desta segunda-feira destaca como os franceses estão tendo de adaptar seu cotidiano à epidemia do coronavírus no país.
A imprensa francesa desta segunda-feira destaca como os franceses estão tendo de adaptar seu cotidiano à epidemia do coronavírus no país. REUTERS/Gonzalo Fuentes
Texto por: RFI
4 min

Os principais jornais franceses desta segunda-feira (2) abordam a rápida propagação do coronavírus na França. Desde o primeiro caso da doença em território francês, em meados de fevereiro, a vida da população teve de se adaptar a uma epidemia.

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"Coronavírus: como ele mudou nosso cotidiano" é a manchete de capa do jornal Le Parisien. Até o fechamento da edição, no domingo (1°), a França contava com 130 casos da doença - 30 a mais do que no sábado (29). No total, duas pessoas já morreram, vítimas do coronavírus no país. Entre os casos registrados, 116 pacientes estão hospitalizados, sendo 9 em estado grave, e 12 conseguiram se curar.

O diário destaca que, devido às recomendações das autoridades de não ceder ao pânico, por enquanto, no dia a dia, os franceses adotam poucas medidas para se proteger. A principal recomendação, até o momento, é evitar apertos de mão e beijos e, claro, lavar as mãos com frequência.

Uma pesquisa exclusiva do Le Parisien mostra que 61% dos franceses estão preocupados com a epidemia, especialmente em locais de grandes aglomerações como estádios, transportes, bares, boates, exposições e cinemas. A maioria da população, 57%, acredita que o governo esconde informações importantes sobre a doença.

Segundo país mais afetado da Europa

Mesmo tom é adotado pelo jornal Les Echos, que publica em sua manchete: "O coronavírus se propaga e afeta a vida dos franceses". O diário lembra que a França é o segundo país mais atingido pela doença na Europa e vive o estágio dois da epidemia, em uma escala que vai até três.

Por isso, eventos já começam a ser cancelados e qualquer aglomeração de mais de 5 mil pessoas está proibida na França. Assim, a meia maratona de Paris que seria realizada no domingo (8) foi cancelada, bem como a Feira do Livro da capital francesa, prevista para ocorrer no fim de março.

O museu do Louvre fechou as portas no domingo e pode não abrir nesta segunda-feira. O carnaval de Nice e Annecy também não vão ocorrer. Já outros eventos serão adiados, como o Salão do Imóvel de Cannes, transferido para junho.

Missas canceladas

O jornal Le Figaro aponta que a propagação da doença também afeta o cotidiano das igrejas católicas, em pleno período de Quaresma. Após a confirmação da contaminação de um padre francês que esteve em Roma, o arcebispo de Paris, Michel Aupetit, médico de formação, reforçou as medidas de proteção. Gestos como apertos de mão estão cancelados durante a missa, bem como a comunhão eucarística feita pelo padre diretamente na boca dos fiéis. Os sacerdotes também não poderão beber vinho do cálice e a água benta não estará mais disponível para os católicos se benzerem na entrada das igrejas.

Já na região de Oise, no norte da França, de onde era originário o professor que faleceu de coronavírus na semana passada, todas as missas estão canceladas até novas recomendações do governo.

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