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Imprensa/ Coronavírus

Com teleconsultas e ensino a distância, França se prepara para a fase 3 do combate ao coronavírus

O destaque na imprensa francesa é para a facilitação ao acesso a teleconsultas e ensino a distância como medidas de preparação da passagem para a fase 3 da epidemia de coronavírus na França.
O destaque na imprensa francesa é para a facilitação ao acesso a teleconsultas e ensino a distância como medidas de preparação da passagem para a fase 3 da epidemia de coronavírus na França. Pexels
Texto por: RFI
4 min

A imprensa francesa desta terça-feira (10) destaca as medidas do governo para facilitar o acesso a teleconsultas e ao ensino a distância, como uma preparação para a iminente passagem para a fase 3 da epidemia de coronavírus na França, o segundo país mais afetado da Europa, depois da Itália.

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Liberadas desde setembro de 2018, as teleconsultas seguiam normas como a de que o paciente deveria ter visto o seu médico de família nos 12 meses anteriores à consulta virtual. A partir desta terça-feira e até o final de abril, o ministro da Saúde francês, Olivier Véran, afrouxou as regras: agora a teleconsulta não precisa ser feita pelo médico de família nem o médico que a realiza precisa já ter visto o paciente.

Esta medida veio na esteira do anúncio de que o ministro da Cultura, Franck Riester, está contaminado pelo novo coronavírus. Riester afirma não ter visto nenhum outro ministro nem o presidente Emmanuel Macron nos últimos dias e está em “quarentena” de 14 dias em casa.

Le Parisien destaca que as teleconsultas são especialmente indicadas para quem acha que contraiu o Covid-19, principalmente quem veio de áreas de risco ou cumprimentou um infectado. Além disso, diz o jornal, elas facilitam o acompanhamento do paciente.

A primeira brecha para a abertura maior a este tipo de consulta já havia acontecido no final de fevereiro, exclusivamente para pacientes vindos da China e que deviam ficar confinados.

Plataforma adere ao plano

Segundo Stanilas Niox-Château, fundador da plataforma de agendamento consultas on-line mais popular da França, a Doctolib, a demanda por este tipo de serviço é muito grande neste momento. Em entrevista ao Le Parisien, ele disse ter havido um aumento de 40% de pedidos em cinco dias, entre a quinta-feira, 5 de março, e a segunda-feira (9).

O aumento vem tanto da parte dos pacientes quanto dos médicos, que se inscrevem para atender virtualmente. Para facilitar o acesso de mais médicos, a plataforma Doctolib lhes ofereceu a gratuidade da taxa de assinatura mensal em março e abril. Para os pacientes, o site é gratuito. Le Figaro lembra que a consulta virtual é reembolsada na França como uma consulta tradicional.

Ensino a distância: falta preparação

Com pelo menos 350 mil alunos sem aulas neste momento, os estabelecimentos de ensino franceses que permanecem abertos também se preparam para a fase 3 da epidemia.

Enquanto o diretor da prestigiada Escola Normal Superior, Marc Mézar, é um dos contaminados pelo coronavírus, outros estabelecimentos de ensino superior se preparam para dar continuidade às atividades a distância, diz o diário econômico Les Echos.

O jornal relata uma reunião de portas fechadas com a ministra da Educação Superior em que se fala que o estágio 3 pode durar 12 semanas, embora, segundo Les Echos, ela não acredite no fechamento total de estabelecimentos, como na Itália.

Já o Le Parisien destaca a dificuldade de pais e professores com a informática para o ensino a distância no caso de alunos mais jovens, crianças e adolescentes que já estão privados de aulas presenciais em algumas regiões da França.

Para os alunos que seguem indo às aulas, as associações de pais e alunos reclamam da falta de sabonete líquido, além de papel descartável, para que as crianças lavem e sequem bem as mãos.

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