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França/Eleições Municipais

França registra abstenção histórica no 1° turno das municipais pelo temor do coronavírus

Em Paris, eleitor votou de luvas no primeiro turno das eleições municipais.
Em Paris, eleitor votou de luvas no primeiro turno das eleições municipais. REUTERS/Gonzalo Fuentes
Texto por: Adriana Moysés
3 min

Com um recorde de abstenção de 53,5% a 56% no primeiro turno das eleições municipais, de acordo com o instituto de sondagem, a França registrou neste domingo (15) uma das menores senão a menor taxa de participação da história do pleito. A epidemia de coronavírus e as recomendações sanitárias afugentaram os eleitores das urnas.

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As seções eleitorais fecharam às 20h (16h em Brasília), em meio à polêmica sobre um eventual adiamento do segundo turno, previsto no dia 22 de março. A taxa de abstenção historicamente baixa, quase 20 pontos acima do recorde anterior de 2014, quando chegou a 36,45%, revela que os franceses estão preocupados com a propagação da epidemia do Covid-19.

Candidatos e partidos reduziram os encontros públicos para acompanhar a apuração. O número de infectados no país subiu para 5.423 pessoas e 127 mortos, de acordo com o balanço mais recente do ministro da Saúde, Olivier Véran.

O líder do partido de direita Os Republicanos, Christian Jacob, 60 anos, que pressionou o presidente Emmanuel Macron a manter a votação, caso contrário o chefe de Estado estaria cometendo "um golpe de estado e um golpe institucional", testou positivo para o coronavírus. O parlamentar contaminado participou de encontro com a candidata da legenda à prefeitura de Paris, Rachida Dati, no dia 9 de março. Várias personalidades da direita estiveram no evento, como o ex-presidente Nicolas Sarkozy. A sede do partido foi fechada para desinfecção.

O líder ecologista Yannick Jadot, da sigla Europa Ecologia Verdes (EELV), e a líder de extrema direita Marine Le Pen (Reunião Nacional) já pediram o adiamento do segundo turno. Caso o governo endosse essa decisão, alguns juristas consideram que o primeiro turno deveria ser anulado.

Disputa entre listas governistas e extrema direita

De acordo com os primeiros resultados, o ministro do Orçamento, Gérard Darmanin, foi reeleito em Tourcoing (norte), assim como o ministro da Cultura, Franck Riester, na cidade de Coulommiers.

O primeiro-ministro Édouard Philippe, que disputou a prefeitura do Havre, aparece na liderança com 43% dos votos e irá disputar o segunto turno com um adversário do Partido Comunista Francês, Jean-Paul Lecoq, que obteve 34%.

No partido de extrema direita Reunião Nacional, o candidato David Rachine foi reeleito em Fréjus (sul), com 51,5% dos votos, de acordo com estimativas do instituto Ipsos/Sopra Steria. Em Perpignan (sudoeste), também é o candidato de extrema direita Louis Alliot que chega em primeiro lugar, com 35,2% dos votos, seguido pelo candidato da direita, Jean-Marc Pujol (18,7%), e da candidata ecologista Agnès Langevine (14,6%).

Na eleição para a prefeitura de Paris, a disputa acontece entre três principais candidatas: a atual prefeita socialista, Anne Hidalgo, que busca a reeleição, a conservadora Rachida Dati, aliada do ex-presidente Nicolas Sarkozy, e a centrista Agnès Buzyn, ex-ministra da Saúde do presidente Emmanuel Macron. Segundo a rádio France Info, a prefeita socialista lidera a apuração. As projeções na capital devem ser divulgadas por volta de 21h (17h).

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