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França limita número de pessoas em funerais por causa do coronavírus

Autoridades francesas querem evitar a concentração de pessoas nos funerais. Na Itália, a polícia teve que intervir e multou 48 pessoas durante um velório.
Autoridades francesas querem evitar a concentração de pessoas nos funerais. Na Itália, a polícia teve que intervir e multou 48 pessoas durante um velório. REUTERS/Flavio Lo Scalzo
Texto por: Silvano Mendes
3 min

O confinamento quase total imposto pelo governo francês em razão da pandemia de Covid-19 provocou uma série de mudanças nos hábitos do país. Uma das consequências da medida de combate à propagação do coronavírus é a imposição de uma série de restrições nos rituais funerários.

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A partir de agora, os velórios e cultos funerários na França poderão contar apenas com a presença dos familiares próximos do defunto, sem ultrapassar 20 pessoas no recinto. A regra vale também para o momento do sepultamento et da cremação, mesmo em locais abertos, como cemitérios.

Além disso, os participantes dos cultos devem evitar o contato físico entre si, o que inclui abraços e apertos de mão. A medida pretende evitar incidentes como o ocorrido na Itália em 10 de março, quando 48 pessoas foram multadas pela polícia durante um funeral. Elas desobedeciam as medidas de confinamento impostas pelo governo.

A preparação dos cadáveres vítimas do Covid-19 também exige cuidados especiais em tempos de pandemia. Segundo o Alto Conselho de Saúde Pública da França, em caso de morte provocada pelo vírus no domicílio, o corpo deve ser transferido em uma embalagem hermética. Mesmo se o sepultamento ou a cremação podem ser feitos em um caixão convencional, seu fechamento deve ser efetuado rapidamente.

Os rituais de purificação por meio da limpeza do cadáver, tradicionais entre judeus e muçulmanos, também não estão autorizados, assim como os cuidados habituais de conservação do corpo. A restrição levanta a questão dos prazos para o enterro ou a cremação no país, já que na França um corpo pode esperar no necrotério mais de dez dias entre a data da morte e o sepultamento.

As autoridades religiosas apoiaram as medidas do governo. O Conselho francês do culto muçulmano (CFCM) publicou um comunicado nesta quarta-feira (18) no qual explica que a proibição da limpeza de purificação dos cadáveres é um “princípio de precaução”. “Essa decisão tem como única finalidade proteger as pessoas que estão vivas e, diante do contexto atual, não contraria a tradição muçulmana”, informou o CFCM.

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