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Macron anuncia prorrogação do confinamento total até 11 de maio na França

O presidente francês, Emmanuel Macron, em pronunciamento nacional televisivo do 13 de abril de 2020.
O presidente francês, Emmanuel Macron, em pronunciamento nacional televisivo do 13 de abril de 2020. Capture d'écran
Texto por: Márcia Bechara
4 min

O presidente francês Emmanuel Macron anunciou nesta segunda-feira (13) em pronunciamento na televisão as novas medidas do governo relativas ao confinamento da população e à luta contra a Covid-19 no país. Ele anunciou a prorrogação do confinamento total na França por mais quatro semanas, até o dia 11 de maio. Macron anunciou novas ajudas do governo francês aos setores de turismo e hotelaria e também a estudantes precários. Ele disse ainda que todos as pessoas que apresentem sintomas da doença poderão ser testadas a partir de 11 de maio.

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A abertura do confinamento, em 12 de maio, começara pela reabertura de creches e escolas. "Vamos temos que organizar diferentemente esse deslocamento, para a segurança de todos”, disse Macron. As aulas nas universidades só voltarão no fim de julho. Os grandes festivais culturais da França, como Cannes e Avignon, não poderão acontecer até meados de julho. A atividade econômica deve ser retomada paulatinamente na França, com exceção de bares, restaurantes e cinemas, num primeiro momento.

Macron começou o discurso pontualmente às 20h02, como anunciado, logo após os aplausos diários aos profissionais de Saúde, maneira encontrada pelos franceses para agradecer médicos, enfermeiros, cuidadores e equipes médico-hospitalares desde o 17 de março, início do confinamento oficial no país.

"Nada está ganho. Os serviços hospitalares ainda estão lotados. Quanto mais as regras serão respeitadas, mais certamente continuaremos em vida", disse Macron, anunciando a prorrogação do confinamento até 11 de maio na França. "Em 11 de maio, teremos a capacidade de testar qualquer pessoa que apresente sintomas da Covid-19", disse o presidente francês, anunciando a produção massiva de testes e reconhecendo "falhas na logística" durante a administração da crise sanitária causada pela pandemia.

“Não estávamos preparados para essa crise, mas estamos dando conta dela. Foi necessário nos adaptar sem parar”, admitiu o chefe de Estado. “É m vírus desconhecido, ainda cheio de mistérios, e o material ainda é insuficiente. Estamos multiplicando por cinco a produção de máscaras e produziremos 10 mil respiradores aqui mesmo em nosso país”, afirmou Macron.

O governo, segundo Macron, vai prorrogar as ajudas para os desempregados e empresas. Em seu discurso de quase meia hora, ele disse ainda que investimentos serão feitos para os cientistas encontrarem uma vacina contra a Covid-19. O chefe de Estado falou também em "soberania e autonomia estratégica" para a França e a Europa, durante a pandemia.

"Precisaremos nos reinventar, eu em primeiro lugar”

Emmanuel Macron falou em “dias difíceis, quando tivemos medo e angústia pela nossa família e por nós mesmos”. Em tom emocional, agradeceu os franceses, em especial aqueles que “vivem em apartamentos pequenos, com pouco acesso à distração, com risco de violência na família”. "Teremos dias melhores", disse Macron. "Precisamos reencontrar nossa humanidade. Um projeto francês, uma razão de viver juntos", completou.

"Precisaremos nos reinventar, eu em primeiro lugar”, disse o presidente francês, considerado arrogante por parte da população francesa. O pronunciamento de Emmanuel Macron vem sendo bem avaliado pelos comentaristas de televisão, que consideram o discurso presidencial “diferente”, com um tom “mais humilde”. O presidente francês falou em "solidariedade" e mencionou o "cancelamento da dívida dos países africanos".

O pronunciamento de Emmanuel Macron era muito esperado desde a semana passada, quando o chefe de Estado visitou uma série de especialistas para tomar as decisões necessárias à evolução da luta contra o novo coronavírus na França e chegou a se consultar com os dois ex-presidentes que o precederam na França, respectivamente François Hollande e Nicolas Sarkozy.

Prorrogação

No dia 1° de abril, o primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, antecipou que o fim do isolamento não seria realizado simultaneamente em todo o país e ocorrerá aos poucos e por etapas. Um processo que pode durar meses. No dia 8 de abril, Philippe fez um novo pronunciamento avisando que o confinamento seria certamente estendido para além do dia 15 de abril.

 

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