Paris encontra traços de coronavírus em seu sistema de água não potável

Laboratório da rede municipal de água de Paris descobriu nas últimas 24 horas a presença de traços da Covid-19 em 4 dos 27 pontos de distribuição testados.
Laboratório da rede municipal de água de Paris descobriu nas últimas 24 horas a presença de traços da Covid-19 em 4 dos 27 pontos de distribuição testados. @wikipedia
Texto por: RFI
3 min

A prefeitura de Paris anunciou neste domingo (19) que traços do coronavírus foram detectados na água não potável da capital francesa. Em comunicado, as autoridades afirmaram que não há “nenhum risco” de contaminação da água potável.

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O laboratório do sistema municipal de água descobriu “nas últimas 24 horas” uma presença ínfima de traços da Covid-19 em 4 dos 27 pontos de distribuição testados. Segundo a prefeitura, a água em que o vírus foi detectado serve apenas para limpar as ruas e regar parques e jardins da capital. “Não há nenhum risco para a água potável”, ressalta o comunicado.

Após receber o alerta do laboratório, a prefeitura de Paris suspendeu o uso da rede de água não potável “por princípio de precaução”. Segundo as autoridades, a água potável da capital francesa é proveniente de um sistema “completamente independente” e “pode ser consumida sem nenhum risco”.

Redes de água independentes

Desde o fim do século 19, Paris conta com duas redes separadas de água: o potável e o não potável. “A rede de água não potável é alimentada por uma água que chamamos de ‘bruta’, retirada do rio Sena e do canal da Ourcq, encaminhada para a rede sem tratamento pesado”, explica a prefeitura no comunicado.

Essa água serve para regar parques e jardins, lavar as ruas e abastecer lagos e cascadas de espaços verdes, bem como algumas fontes em locais fechados ao acesso do público.

Por isso, Célia Blauel, encarregada da Transição Ecológica na prefeitura de Paris, ressalta que não há nenhum risco que a água que os parisienses bebem ser contaminada pelo coronavírus. “São traços ínfimos, mas decidimos aplicar o princípio de precaução e avisar a Agência Regional de Saúde”, afirma.

Segundo ela, amostras serão analisadas para “conhecer riscos eventuais apresentados por esses traços” e “porque certamente não devemos ser os únicos”. “Como dispomos de um laboratório interno, fomos os primeiros a ter esses resultados e a soar o alerta”, reiterou a política.

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