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Máscaras para todos e testes: prefeita de Paris revela medidas contra Covid-19 para fim do confinamento

A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, apresentou ao Journal du Dimanche uma série de medidas que serão aplicadas na capital francesa a partir de 11 de maio para combater a epidemia de coronavírus.
A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, apresentou ao Journal du Dimanche uma série de medidas que serão aplicadas na capital francesa a partir de 11 de maio para combater a epidemia de coronavírus. AFP - LUDOVIC MARIN
Texto por: Daniella Franco
3 min

O governo francês revelará o plano nacional para o fim do confinamento até 11 de maio. Mas a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, resolveu se antecipar e já apresentou algumas medidas que entrarão em vigor na capital.

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“Máscaras e testes serão nossa prioridade.” Em entrevista exclusiva ao Journal du Dimanche deste domingo (19), a socialista revelou que os 2,2 milhões de habitantes da capital francesa receberão material de proteção contra a Covid-19 e poderão contar com a realização “massiva” de diagnósticos para saber se foram contaminados pelo coronavírus.

Segundo Hidalgo, mil testes serão realizados por dia. Os cidadãos que receberem um resultado positivo serão isolados durante duas semanas em hotéis próximos aos hospitais parisienses.

A prefeita, no entanto, não é favorável ao rastreamento dos doentes através de seus celulares que, segundo ela, “podem recolher dados pessoais que não sabemos por quem poderão ser armazenados ou comprados”.

A prefeita prometeu a distribuição de 500 mil máscaras de tecido lavável já a partir do final de abril. Primeiramente, elas serão disponibilizadas nas farmácias às pessoas consideradas mais frágeis, “pessoas com mais de 70 anos, mas também pacientes que sofrem com doenças crônicas e mulheres grávidas”.

A partir da metade de maio, Hidalgo garantiu que todos os parisienses estarão equipados. “Estamos investindo na fabricação de máscaras de tecido, homologadas, laváveis, que distribuiremos gratuitamente”, afirmou ao Journal du Dimanche. Segundo ela, será “realmente necessário” impor a obrigatoriedade desta proteção nos transportes públicos de Paris.

A socialista também promete que a prefeitura disponibilizará álcool gel em locais públicos. Segundo ela, distribuidores serão instalados em diversos pontos pelas ruas da capital, como estações de ônibus, metrôs e escolas.

A prefeita diz ter estabelecido essas decisões com base em recomendações de especialistas, especialmente no médico francês Philippe Klein, que trabalhou em Wuhan, na linha de frente do combate contra a epidemia. Hidalgo também afirma adotar medidas que tiveram sucesso em outros países, como a Coreia do Sul e a Alemanha, considerados como exemplo no gerenciamento do contágio.

Escolas e transporte público

Sobre a questão que suscitou uma forte polêmica na última semana na França – a volta às aulas anunciada pelo presidente Emmanuel Macron a partir de 11 de maio –, a socialista tem uma proposta diferente. Ela sugere que os estabelecimentos escolares acolham com prioridade “alunos com baixa performance, que façam parte de famílias monoparentais em vulnerabilidade social ou crianças com deficiência, e filhos de trabalhadores de serviços essenciais”.

Outra questão-chave do plano da prefeita da capital francesa diz respeito aos transportes públicos. Para evitar que os parisienses se aglomerem no metrô ou tenham que recorrer à utilização de automóveis a partir de 11 de maio, Hidalgo quer transformar as principais avenidas da cidade em ciclovias. A medida valeria principalmente para as ruas que seguem o mesmo trajeto das linhas de metrô mais utilizadas pelos parisienses, a 1, a 4 e a 13.

Hidalgo também se preocupa com a volta simultânea de todos os trabalhadores a partir do 11 de maio. Por isso afirma que gostaria que o home-office continuasse sendo permitido pelos empregadores. “Se todos os usuários do metrô voltarem a trabalhar em maio, a epidemia pode recomeçar com força”, prevê.

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