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Paris distribui máscaras e amplia rede de ciclovias para fim da quarentena

A prefeitura de Paris irá criar 50 Km a mais de ciclovias temporárias na cidade, a partir de 11 de maio.
A prefeitura de Paris irá criar 50 Km a mais de ciclovias temporárias na cidade, a partir de 11 de maio. REUTERS - Gonzalo Fuentes
Texto por: RFI
4 min

A prefeitura de Paris revelou nesta terça-feira (5) os planos aprovados para o fim lento e gradual da quarentena na capital francesa, a partir da próxima segunda-feira, 11 de maio. Para incitar os parisienses a evitar os transportes públicos, onde os riscos de contaminação são altos, 50 km a mais de ciclovias serão criados provisoriamente e máscaras serão distribuídas à população.

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A região parisiense é uma das mais atingidas pela pandemia de coronavírus na França e a prefeita socialista de Paris, Anne Hidalgo, imaginou uma saída « progressiva » do coma artificial em que a cidade está desde 17 de março. Transportes públicos, escolas, volta ao trabalho: os desafios são imensos para a metrópole de mais de 12 milhões de habitantes.

  

A reabertura dos estabelecimentos escolares, tema que gera polêmica no país, será parcial. A secretaria de Segurança irá determinar quais escolas poderão reabrir, informou a prefeitura.

As escolas serão desinfetadas até a volta às aulas, que acontecerá somente a partir de 14 de maio na capital. A prioridade inicial é dada aos alunos do maternal e do ensino fundamental, filhos de profissionais de setores essenciais para a retomada da atividade econômica do país, como professores, metroviários, ferroviários, ou de famílias carentes.

15% dos alunos acolhidos

A prefeita Anne Hidalgo estima que cerca de 15% dos alunos poderão ser acolhidos em um primeiro momento. Os pais foram convidados a continuar, o máximo possível, em teletrabalho. Eles receberam um questionário enviado pela escola para informar se vão ou não enviar seus filhos.

A oposição denuncia uma medida arbitrária, como a candidata à prefeitura da Paris do partido Os Republicanos, Rachida Dati. “Em Paris há muitos trabalhadores de serviços não essenciais e muitas crianças não serão autorizadas a recomeçar as aulas em um primeiro momento”, sinalizou a vereadora Anne Christine Lang, do Partido A República em Marcha (LREM), em entrevista à AFP.

Os comunistas, aliados de Anne Hidalgo, ressaltam que “reabrir a todo custo as escolas parisienses em 11 de abril é uma missão impossível”, diante de todas as medidas de proteção necessárias para evitar os contágios.

Apreensão nos transportes públicos

Garantir o respeito das medidas de proteção nos transportes públicos é outro desafio e motivo de apreensão. Normalmente, cinco milhões de pessoas usam diariamente a rede de metrô, ônibus e trens suburbanos da grande Paris.

Com o fim da quarentena, a reabertura será parcial e os usuários são obrigados a usar máscaras. A presidente da região metropolitana, Valérie Pécresse, acredita que a capacidade inicial será de até dois milhões de passageiros por dia. Mas com a imposição de manter uma distância de um metro entre cada usuário, será necessário que as pessoas trabalhem em horários diferentes para evitar a saturação do serviço.

Para incitar os parisienses a utilizar meios de transportes alternativos, a prefeitura de Paris ira criar, a partir de 11 de maio, 50 km a mais de ciclovias temporárias. As autoridades parisienses também temem que os moradores voltem a utilizar, com uma frequência maior do que antes da epidemia, seus carros, provocando a volta de engarrafamentos e poluição. Além do aumento da rede de ciclovias, os estacionamentos nas ruas da cidade voltarão a ser pagos

Falta de máscaras

A falta de máscaras é outra grande dificuldade. A prefeitura de Paris anunciou hoje que 500.000 unidades de tecido serão distribuídas a partir desta semana aos moradores com mais de 70 anos. Estoques foram encomendados e serão disponíveis a partir de 7 de maio nas farmácias. Os dois milhões de parisienses poderão retirar o produto gratuitamente depois de baixar um documento no site da prefeitura. A prefeitura também vai realizar testes em larga escala.

O evento “Paris Plages”, que acontece todos os anos entre julho e agosto na marginal do Sena, será mantido, mas Anne Hidalgo acredita que a tradicional Festa da Música, que abre o verão europeu em 21 de junho, deverá ser cancelada. Se ela conseguir a autorização para reabrir os parques e jardins da capital, a prefeita adianta que agrupamentos, esportes coletivos e piqueniques não serão permitidos nesses locais.

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