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"Há um ar de vitória nas ruas": imprensa comemora fase 2 do relaxamento da quarentena na França

Parisienses comemoraram o anúncio da segunda fase do relaxamento da quarentena diante da Esplanada dos Inválidos, 7° distrito da capital francesa.
Parisienses comemoraram o anúncio da segunda fase do relaxamento da quarentena diante da Esplanada dos Inválidos, 7° distrito da capital francesa. AFP - LUDOVIC MARIN

A imprensa francesa desta sexta-feira (29) não poderia tratar de outro assunto senão dos anúncios da véspera feitos pelo primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, sobre a nova fase do relaxamento da quarentena no país. Os jornais chegaram às bancas com um tom de otimismo, celebrando a retomada da liberdade em quase toda a França, que ainda lida com as consequências da crise sanitária gerada pelo coronavírus.

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"A epidemia recua, a liberdade volta", é a manchete de capa do jornal Le Figaro. A exemplo dos principais jornais desta sexta-feira, o diário estampa na capa uma foto dos franceses praticando esporte ao ar livre, uma cena que muitos esperaram meses para poder assistir ou protagonizar. 

Em editorial, Le Figaro afirma que "há um ar de vitória nas ruas". O jornal lembra que o motivo de tanta alegria não é porque a França ganhou a Copa do Mundo, mas porque "ela reencontrou sua amada liberdade". 

"Estamos quase lá. O primeiro-ministro apresentou seu veredito. Fim dos cartões vermelhos, de restrições de circulação, de proibições de frequentar bares e restaurantes, de ir em um jardim, em um museu, à escola", afirma o editorialista lembrando que, ao contrário do resto da França, a região parisiense ainda vai ter que esperar mais um pouco até poder ensaiar a volta à normalidade.

Mesmo tom do jornal La Croix que estampa em página inteira uma foto de jovens no Canal Saint-Martin, 10° distrito da capital francesa, com a manchete "Um sopro de otimismo". Em editorial, o diário publica que finalmente, "as condições foram reunidas para uma nova etapa do relaxameno do quarentena, depois da primeira, inaugurada em 11 de maio". 

"O fim de muitas regras impostas não provocou a volta das contaminações e a situação dos hospitais continua a melhorar regularmente. É possível, então, aumentar a dosagem de oxigênio em prol da vida econômica, mas também social. Duas condições, aliás, inseparáveis", afirma La Croix. Na principal matéria do diário, a frase de impacto pronunciada por Edouard Philippe na véspera, durante o tão esperado pronunciamento, também ganha destaque: "a liberdade vai se tornar a regra".

Aplicativo Stop Covid: liberdade vigiada

Já jornal Libération mantém um tom mais cauteloso e estampa como manchete: "Fim do confinamento, a liberdade reencontrada, mas vigiada". O diário destaca a série de medidas anunciadas pelo governo que vai permitir os franceses voltar aos poucos à normalidade. No entanto, é crítico a uma das principais recomendações do primeiro-ministro: a utilização do aplicativo para smartphones StopCovid, que pretende rastrear pessoas contaminadas

A medida "foi adotada pelo Parlamento apesar das fortes críticas sobre possíveis ataques à vida privada", escreve Libé. Edouard Philippe garantiu que o Estado não terá jamais acesso aos dados pessoais dos cidadãos, mas o jornal é cético e não confia na promessa, afirmando que "a comunicação do executivo oscilou, desde o começo da crise, entre extremamente severa e paternalista". 

No entanto, com o anúncio da reabertura de restaurantes, bares, museus, escolas, o fim do limite de 100 quilômetros para se deslocar dentro do país, Libération admite: "mesmo que o premiê tenha feito um apelo à prudência dos franceses, podemos respirar um pouco o ar fresco da liberdade". 

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