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França pode ter retração de até 11% do PIB este ano, alerta ministro da Economia

"O choque econômico é extremamente brutal", mas "tenho a convicção absoluta de que vamos nos recuperar em 2021", disse o Ministro Bruno Le Maire.
"O choque econômico é extremamente brutal", mas "tenho a convicção absoluta de que vamos nos recuperar em 2021", disse o Ministro Bruno Le Maire. AP - Christophe Archambault

A queda do PIB francês pode chegar até 11%  este ano, acima dos 8% previstos anteriormente, declarou nesta terça-feira (02) o ministro da Economia, Bruno Le Maire. "O choque econômico foi extremamente brutal", admitiu o ministro em referência aos efeitos da pandemia do coronavírus na atividade econômica do país.  

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"O mais difícil ainda está por vir", acrescentou Le Maire em entrevista à rádio RTL. No entanto, preferiu mostrar otimismo: "Tenho a convicção absoluta que vamos nos recuperar em 2021".

O governo francês vai levar em conta a nova projeção de queda no PIB na apresentação de um projeto orçamentário revisado na próxima reunião do Conselho de Ministros, agendada para o dia 10 de junho.

Na semana passada, o Insee (Instituto Francês de Estatísticas Econômicas) informou que a retração do PIB seria superior a 8%, estimada pelo governo.  O cálculo projeta uma retomada progressiva da atividade econômica do país a partir do segundo semestre deste ano.  

O ministro da Economia espera acelerar o ritmo de retomada com os planos anunciados pelo governos para os setores automobilístico, turismo e aeronáutica.

Em setembro, o governo francês prevê ainda anunciar um novo plano de estímulo à economia. Uma das preocupações manifestadas por Le Maire é apoiar as start-ups tecnológicas, para que elas "não sejam compradas pelas gigantes do setor".

Crise da Renault

Ainda nesta terça-feira, o ministro da Economia expressou seu desejo de que a direção do grupo Renault inicie um diálogo social construtivo  sobre o futuro das fábricas, especialmente na região norte do país.

Ele condicionou a assinatura de um empréstimo de € 5 bilhões garantido pelo Estado à evolução das negociações, que devem ser "construtivas e transparentes". "Se não for o caso, e perceber que existe uma situação de bloqueio, as discussões devem continuar", avisou. 

Diante de uma grave crise, a montadora Renautl anunciou na semana passada um plano de economia superior a € 2 bilhões, e um empréstimo bancário de € 5 bilhões que ainda depende do aval do Estado francês. A empresa também indicou que implementará um projeto de demissão de 4,6 mil trabalhores na França, que provocou revolta e indignação

Bruno Le Maire se reúne nesta terça-feira com representantes sindicais da fábrica de Maubege (norte), com o presidente da Renault Jean-Dominique Senard e políticos locais.

No seu plano de economias, a montadora prevê a transferência da fabricação de modelos de carros de Maubege para outra usina, em Douai, o que afetaria 2.900 empregos. Em resposta, na última sexta-feira (29), os trabalhadores de Maubege cruzaram os braços e, no sábado (30),  fizeram um protesto em frente à unidade de fabricação. 

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