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Macron comemora "primeira vitória" contra o coronavírus e acelera relaxamento da quarentena

Em pronunciamento neste domingo (14), o presidente francês, Emmanuel Macron, ressaltou que a luta contra a epidemia não terminou, mas comemorou "uma primeira vitória contra o vírus".
Em pronunciamento neste domingo (14), o presidente francês, Emmanuel Macron, ressaltou que a luta contra a epidemia não terminou, mas comemorou "uma primeira vitória contra o vírus". REUTERS - BENOIT TESSIER
Texto por: RFI
5 min

Em discurso realizado em cadeia nacional de rádio e televisão neste domingo (14), o presidente francês, Emmanuel Macron, comemorou "uma primeira vitória" contra o coronavírus. O chefe de Estado anunciou uma série de novas medidas para acelerar a fase dois do relaxamento da quarentena no país. 

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Todo o território francês - com exceção da ilha de Mayotte, no Oceano Índico, e da Guiana, na América do Sul - passarão a partir de segunda-feira (15) à cor verde no mapa do coronavírus. A mudança não significa que a doença deixou de circular, mas que há menos de 6% de admissão nas emergências dos hospitais e a taxa de ocupação das UTIs está abaixo de 60%.

"A partir de amanhã poderemos virar a página do primeiro ato da crise que acabamos de enfrentar", afirmou o presidente francês. Ele ressaltou que a luta contra a epidemia não terminou, mas essa é "uma primeira vitória contra o vírus".

Nesta segunda-feira, bares, cafés e restaurantes poderão reabrir em todo o país. Creches e escolas deverão receber todos os alunos a partir de 22 de junho "de maneira obrigatória e com regras de presença normais", ressaltou Macron. Além disso, visitas voltarão a ser autorizadas em casas de repouso para idosos. 

O chefe de Estado também confirmou que a partir de segunda-feira os franceses poderão viajar dentro do espaço Schengen. Os deslocamentos internacionais serão permitidos a partir de 1° de julho. 

Segundo ele, os franceses poderão ir às urnas em 28 de junho para o segundo turno das eleições municipais. No entanto, manifestações e reuniões públicas continuam proibidas em todo o país. "É preciso evitar o máximo as aglomerações porque sabemos que elas são as principais ocasiões de propagação do vírus", explicou.

Defesa da gestão da crise

No aguardado discurso, que durou cerca de vinte minutos, o presidente defendeu a gestão de seu governo durante a crise, elogiou o trabalho dos profissionais da saúde e de todos os que continuaram exercendo suas atividades, além do comprometimento dos franceses em seguir as regras do confinamento e as recomendações para lutar contra o vírus.

"Podemos ter orgulho do que foi feito e de nosso país", afirmou, prometendo corrigir rapidamente as "fraquezas" que a epidemia expôs.

Segundo ele, os franceses não devem se envergonhar do balanço de vítima: mais de 29 mil mortos e cerca de 157 mil contaminações. "Dezenas de milhares de vidas foram salvas por nossas escolhas, por nossas ações", reiterou. 

Macron também sublinhou que € 500 bilhões foram mobilizados para apoiar a economia e o mercado de trabalho. "Em quantos países tudo isso foi feito? Isso mostra a força de nosso Estado e nosso modelo social."

O presidente também expôs um plano para o período pós-pandemia, afirmando que “cada um deve se reinventar”. “Os tempos impõem o desenho de um novo caminho”, afirmou.

A prioridade agora, segundo ele, é “a reconstrução de uma economia forte, ecológica, soberana e solidária”. O líder francês descartou a possibilidade de aumentar impostos, mas fez um apelo para a população “trabalhar e produzir mais para não ter que depender dos outros”.

Implacável diante do racismo e do antissemitismo

Como esperado, Macron também se pronunciou sobre as manifestações contra o racismo e as violências policiais na França. Há vários dias, a população sai às ruas das principais cidades francesas para protestar em memória de George Floyd e de Adama Traoré, jovem francês morto em uma intervenção policial em 2016.

“A união em torno do patriotismo republicano é uma necessidade”, declarou. Segundo ele, o Estado será “implacável diante do racismo e do antissemitismo”. Por isso, “novas decisões fortes em prol da igualdade serão tomadas”, prometeu.

Por outro lado, chamou a atenção dos franceses sobre “os separatismos”. Ele também ressaltou que “a República não apagará nenhum traço, nem nenhum nome de sua história”, referindo-se a estátuas que foram alvo de ataques de manifestantes nos últimos dias por homenagearem figuras racistas e escravocratas.

Para responder ao descontentamento dos policiais, Macron tentou acalmar os ânimos da categoria que vem reclamando da falta de apoio do governo. “Não construiremos nosso futuro na desordem. Sem a ordem republicana, não há nem segurança, nem liberdade. Essa ordem são os policiais em nosso solo que nos garantem”, completou.

Esse foi o quarto pronunciamento do chefe de Estado desde o início da crise sanitária. Ele prometeu que fará uma nova alocução em julho "para precisar um novo caminho e lançar novas ações".

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