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Com queda na participação, França realiza segundo turno de municipais adiado por pandemia

O segundo turno das eleições municipais na França, neste domingo 28 de junho de 2020, é marcado por medidas rígidas de proteção sanitária para evitar contaminações pelo coronavírus.
O segundo turno das eleições municipais na França, neste domingo 28 de junho de 2020, é marcado por medidas rígidas de proteção sanitária para evitar contaminações pelo coronavírus. REUTERS - CHRISTIAN HARTMANN
Texto por: Adriana Brandão
2 min

A taxa de participação é a grande incógnita do segundo turno das eleições municipais realizado na França neste domingo. Ao meio-dia, apenas 15,29% dos eleitores haviam votado, um número em queda em relação ao primeiro turno, ocorrido em 15 de março, na véspera da França entrar em quarentena devido à pandemia de coronavírus.

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O segundo turno das municipais francesas, previsto inicialmente para 22 de março, teve que ser adiado por causa do confinamento e acontece mais de três meses e meio após a primeira votação. A eleição, que não é eletrônica, é marcada por medidas rígidas de proteção sanitária. O uso de máscara é obrigatório para mesários e eleitores, álcool em gel na entrada, apenas três eleitores de cada vez nas sessões e prioridade às pessoas que pertencem a grupos de risco.

O primeiro turno foi marcado pela abstenção histórica de 55,34% dos eleitores, quase 20 pontos a mais que em 2014. E ao contrário do que se poderia imaginar, não foram os idosos, os eleitores mais vulneráveis que boicotaram as urnas com medo do coronavírus, e sim os jovens, o que tem sido uma constante nas últimas décadas na França. Até o meio-dia desde domingo, essa tendência de queda se confirma e se acentua. Em 15 de março, 18,38% dos eleitores votaram pela manhã, 3% a mais do que neste domingo.

O governo tenta tranquilizar a população sobre os riscos de contaminação, convidando os eleitores a irem às urnas. Apesar das críticas feitas ao presidente Emmanuel Macron, acusado pela opinião pública e pela oposição de ter sido irresponsável ao promover o primeiro turno no dia 15 de março, os estudos realizados até agora sobre o impacto da votação no número de mortes pela Covid-19 são inconclusivos.

Eleição em 15% das cidades francesas

A grande maioria dos municípios franceses, principalmente rurais e de pequeno porte, elegeram seus prefeitos no primeiro turno. A eleição deste domingo acontece principalmente nas maiores cidades. Os 16,5 milhões de eleitores votam em 4.820 cidades, o que representa apenas 15% dos municípios franceses

Se em Paris a prefeita socialista Anne Hidalgo é apontada como favorita e deve ser reeleita neste domingo, em algumas metrópoles como Lyon, Marselha, Toulouse e Estrasburgo o resultado é incerto e pode beneficiar os ecologistas. O partido de Macron, a República em Marcha (LREM) deve sair fragilizado. O primeiro-ministro Édouard Philippe, que tenta se eleger no Havre, corre o risco de sair do governo em caso de derrota. Mas as pesquisas indicam que ele tem 53% das intenções de voto.

De qualquer maneira, analistas acreditam que o presidente Emmanuel Macron, desgastado pela crise do coronavírus, irá fazer uma mudança ministerial após o segundo turno para tentar dar uma nova guinada nos dois últimos anos de seu mandato.

 

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