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Pelo menos 2 mil pessoas desafiam proibição e fazem marcha do Orgulho Gay em Paris

Milhares de manifestantes desafiaram proibição e foram às ruas de Paris para participar da marcha do Orgulho Gay. (04/07/2020)
Milhares de manifestantes desafiaram proibição e foram às ruas de Paris para participar da marcha do Orgulho Gay. (04/07/2020) AP - Benjamin Girette
Texto por: RFI
2 min

Entre 2.000 e 3.000 manifestantes participaram de uma marcha "política" do Orgulho Gay em Paris neste sábado (4) em Paris, uma semana depois da data programada para a celebração oficial. A manifestação original foi cancelada devido ao coronavírus.

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Uma multidão jovem e multicultural saiu da Praça Pigalle, no bairro de Montmartre, atrás de um caminhão e exibindo uma faixa com o slogan "Nosso orgulho é político". Entre bandeiras de arco-íris, cabelos coloridos e roupas de drag queen, outras palavras de ordem eram "transfobia mata", “por uma presidente lésbica" ou "meu corpo, meu gênero, cale a sua boca”.

Sem carros alegóricos ou música, o encontro deste sábado foi mais político do que festivo. A marcha oficial do Orgulho Gay estava prevista para 27 de junho na França, mas foi adiada para 7 de novembro devido à proibição de concentrações de pessoas para conter a pandemia de Covid-19.

Apenas Taiwan, pouco atingida pelo coronavírus, manteve a programação de protestos. Ainda assim, várias associações LGBT francesas marcaram um protesto improvisado para este fim de semana.

Protesto deste sábado (04/07/2020) não teve festa, nem música, como tradicionalmente ocorre nas paradas gays.
Protesto deste sábado (04/07/2020) não teve festa, nem música, como tradicionalmente ocorre nas paradas gays. AP - Benjamin Girette

Ameaça de retrocessos

"É importante celebrar o orgulho da mesma forma”, afirmou a participante Emma Vallée-Guillard. "O orgulho, originalmente, foi uma revolta", lembra a jovem de 22 anos, referindo-se aos distúrbios de Stonewall, em Nova York, em 1969, desencadeados por uma batida policial em um bar frequentado por gays e que resultou na primeira marcha pela causa.

"O perigo de retrocessos de nossos direitos fundamentais está muito presente e a epidemia serviu para revelar múltiplos fatores de exclusão, discriminação e violência", afirmou Giovanna Rincon, diretora da associação Acceptess-T, que defende pessoas trans.

O ano de 2020 marca o 50º aniversário do Orgulho Gay, mas devido ao contexto da pandemia, centenas de marchas pelo mundo foram canceladas ou adiadas.

Com informações da AFP

 

 

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