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Novo gabinete de Macron mostra guinada à direita, diz imprensa francesa

Destaque na capa da imprensa francesa para o novo gabinete que deve acompanhar Emmanuel Macron nos dois últimos anos de seu mandato.
Destaque na capa da imprensa francesa para o novo gabinete que deve acompanhar Emmanuel Macron nos dois últimos anos de seu mandato. © Fotomontagem RFI
Texto por: Patricia Moribe
2 min

A imprensa francesa esmiúça nesta terça-feira (7) o novo gabinete, com 17 mulheres e 14 homens, que deve acompanhar Emmanuel Macron nos dois últimos anos de seu mandato.  

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“Remanejamento: pegamos quase os mesmos e vamos recomeçar”, diz a manchete do jornal Libération.“Poucas surpresas, direita reforçada, mas sem mudanças”, anuncia Le Monde, sobre o gabinete do novo primeiro-ministro Jean Castex, nomeado na sexta-feira, após a demissão de Édouard Philippe. 

Entre as poucas surpresas, o diário Le Parisien a escolha de Eric Dupond-Moretti, mediático advogado de ricos e poderosos para o cargo de ministro da Justiça. Com 145 absolvições em seu currículo, Le Parisien classifica sua nominação como “um terremoto”. Para a União Sindical dos Magistrados, majoritária, trata-se de uma “declaração de guerra”. 

Para a pasta do Interior, o escolhido foi Gérald Darmanin, 37 anos, próximo do ex-presidente Nicolas Sarkozy. Todos os jornais lembram que Darmanin responde a um processo em que é acusado de estupro, assédio sexual e abuso de confiança. 

“Sempre presente. Inoxidável”, diz Le Monde. Quem volta ao círculo do poder é Roselyne Bachelot, 73 anos, que já foi ministra da Ecologia de Jacques Chirac, e teve duas pastas – da Saúde e das Solidariedades - sob o governo Sarkozy. Em entrevista a uma rádio, ela disse que não resistiu ao posto oferecido: o de ministra da Cultura. 

Essas escolhas podem validar a tese de um direcionamento à direita do governo Macron, acredita a chefe da redação de Política da RFI, Valérie Gas.

Para dar um toque verde ao governo, a ecologista Barbara Pompili, 45 anos, vai comandar o influente ministério da Transição Ecológica. É a quarta pessoa a ocupar o cargo sob a presidência de Emmanuel Macron. 

Mas para dirigir o setor mais importante e estratégico no momento, o financeiro, Bruno Le Maire permanece no cargo, com uma promoção no título. Ele é agora ministro da Economia, das Finanças e do Relance. Le Maire terá a espinhosa tarefa de tirar o país da crise decorrente da pandemia da Covid-19. O governo prevê a supressão de 800 mil postos de trabalho nos próximos meses, o que representa 2,8% do total. O PIB deve cair 10% em 2020. 

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