Paris terá 14 de julho com exibição aérea e tradicionais fogos na Torre Eiffel sem público

Fogos de artifício na Torre Eiffel em 14 de julho de 2018.
Fogos de artifício na Torre Eiffel em 14 de julho de 2018. REUTERS/Gonzalo Fuentes

A festa nacional da França, celebrada em 14 de julho, será realizada de maneira reduzida esse ano devido às medidas de contenção da pandemia de coronavírus. Aviões e helicópteros serão os únicos autorizados a “desfilar”, já que a parada militar foi reduzida. A Prefeitura de Paris confirmou os tradicionais fogos de artifício da Torre Eiffel.

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Os aviões da Patrouille de France (Patrulha da França), que cada ano fazem uma exibição aérea durante o desfile, se preparam para colorir o céu de Paris com as cores nacionais, azul, branco e vermelho, na terça-feira (14).

A coreografia é milimetricamente sincronizada. As nove aeronaves devem parecer uma só nos ares, para isso são necessários de 150 a 180 voos ensaios, como explica o capitão Romain Leseigneur, que pilota um dos aviões. “É pura música”, diz. “Nosso líder é nosso chefe de orquestra. Ao som de sua voz, sabemos o ritmo da manobra”, completa.

Leseigneur efetuou missões no Afeganistão, no Sahel e na Síria. Mas, segundo ele, pilotar em combate é bem diferente. “Quando somos pilotos de caça em um esquadrão de combate existe um lado tático, que é a realização do objetivo da missão, a pilotagem é anexo, enquanto na Patrulha de France o objetivo é técnico”, explica ao site da France Info.

Formato reduzido

A cerimônia do 14 de julho terá um formato diferente este ano. O desfile militar, tradicionalmente realizado na Avenida Champs Elysées, foi reduzido e transferido para a Praça da Concorde, sem público. A cerimônia deve durar pouco mais de uma hora, contra as 2 horas habituais, e cerca de 2.000 soldados devem desfilar a pé, metade dos militares que participaram no ano passado.

Esta é a primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, que o desfile não é realizado na Champs Elysées.

Segundo o governo francês, a celebração deve homenagear o Exército e os trabalhadores da Saúde, que se mobilizaram contra a pandemia de Covid-19.

O desfile do 14 de julho acolhe cada ano milhares de pessoas e é, junto à queima de fogos na Torre Eiffel, o ponto alto da comemoração. Normalmente, ele se realiza em presença do presidente francês, da elite das Forças Armadas francesas e de convidados internacionais, com um tema que muda a cada ano.

Queima de fogos

A prefeitura de Paris anunciou na quarta-feira (8) que manteria os fogos de artifício na Torre Eiffel, às 23 horas, mas sem público. O acesso à zona do Champ de Mars e do Torcadéro será restrito e vigiado a partir das 11 da manhã, para evitar concentrações de pessoas nas proximidades da Torre. O show pirotécnico será transmitido, como cada ano, pela televisão.

Um concerto da Orquestra Nacional da França sob a direçãoo da regente Eun Sun Kim também está previsto.

Em comunicado, a prefeitura disse que quer que os fogos de artifício sejam “um símbolo da resiliência de nossa capital e de nossa nação e uma homenagem a todos os heróis do cotidiano que trabalharam durante a epidemia”.

Conhecido internacionalmente como o dia da queda da Bastilha, o 14 de julho é, antes de tudo, uma festa popular, com animações nas ruas, bailes e queima de fogos em todas as cidades. A data também simboliza, para muitos franceses, o começo do verão e das férias escolares.

 

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