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Recuperação econômica e sustentabilidade são destaques no plano de governo de novo premiê francês

O primeiro-ministro francês, Jean Castex, enfatizou questões econômicas, ecológicas e de segurança em seu discurso nesta quarta-feira (15).
O primeiro-ministro francês, Jean Castex, enfatizou questões econômicas, ecológicas e de segurança em seu discurso nesta quarta-feira (15). REUTERS/Gonzalo Fuentes
Texto por: RFI
4 min

O recém nomeado premiê francês Jean Castex anunciou nesta quarta-feira (15) em seu discurso de plano de governo suas medidas para "reconectar" a França, abalada pela crise do coronavírus, ressaltando a "luta contra o desemprego" como prioridade "absoluta" do final do mandato e insistindo na importância do papel dos territórios.

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Diante dos deputados para seu discurso 12 dias após a posse, o primeiro-ministro revelou que sua "primeira ambição, imensa" será "reconciliar ‘essas Franças’ tão diferentes, conectá-las ou reconectá-las". Nesta perspectiva, ele desenvolveu as principais linhas dos últimos dois anos do mandato: emprego, eficiência da ação pública, soberania econômica, transição ecológica e proteção social.

Durante o discurso, ele insistiu na importância dos "territórios" – palavra repetida 25 vezes – na implementação dos principais eixos de sua política. Em um contexto muito degradado, "a luta contra o desemprego e a preservação do emprego" será "a prioridade absoluta dos próximos 18 meses", garantiu ele, especificando as medidas mencionadas no dia anterior pelo presidente Emmanuel Macron.

"A primeira emergência” serão os jovens, “os primeiros afetados pela crise", e um plano para a juventude "será discutido na sexta-feira com os parceiros sociais". O Estado ajudará "com um dispositivo excepcional para reduzir o custo do trabalho, em até € 4.000 por ano, para jovens com menos de 25 anos contratados, que recebam até 1,6 vez o salário mínimo, em todas as empresas e por duração de pelo menos um ano".

Jean Castex esboçou os contornos do plano de recuperação de € 100 bilhões, planejado para o início do ano letivo (que na França acontece em setembro), que se concentrará na "recuperação econômica" e nos territórios. Cerca de € 40 bilhões serão destinados à indústria, afirmou ele, argumentando que a França alcançou "um nível de dependência que não é razoável". Outros € 20 bilhões serão gastos em reformas térmicas de edifícios e tecnologias verdes.

O plano de recuperação terá "um projeto para bicicletas muito ambicioso", prometeu, insistindo em um "crescimento ecológico" em contrapartida ao "declínio verde". O primeiro-ministro também demonstrou querer que a iniciativa de renovação urbana seja lançada em 300 entre 450 distritos selecionados "até o final de 2021".

Investimento sem precedentes

Mais € 6 bilhões serão investidos no sistema de saúde, anunciou Castex, além dos € 13 bilhões em recuperação de dívidas de hospitais já planejados pelo governo. "Nosso sistema de saúde foi severamente testado durante a crise (devido à Covid-19) e hoje justifica" esse "investimento sem precedentes", afirmou o chefe do governo.

Castex considerou "necessário" realizar a reforma de aposentadorias, que implementará um sistema universal por pontos, desejada por Emmanuel Macron, mas a diferencia "muito claramente de qualquer medida financeira". "Com relação às aposentadorias, a crise nos convida mais do que nunca a perseguir nossos objetivos em direção a um modelo mais justo e equitativo (...) por meio da criação de um sistema universal", acrescentou o chefe de governo em seu discurso. "Isso implica claramente no fim dos sistemas especiais a longo prazo, levando em consideração a situação dos atuais beneficiários desses sistemas", continuou ele.

As questões de segurança também receberam peculiar atenção na pauta do primeiro-ministro. De acordo com Jean Castex, o Estado fornecerá uma resposta "firme e intransigente" às ​​"minorias ultraviolentas", que "mancham sistematicamente as manifestações" e à "banalização da delinquência cotidiana".

"A violência cometida nos bairros Grésilles e Chenôve em Dijon, o ataque vil contra um motorista de ônibus em Bayonne, as emboscadas estendidas aos policiais e nossos bombeiros em determinados bairros, tráfico de drogas no fundo das escadas, a trivialização da delinquência diária são fatos inaceitáveis ​​que exasperam os franceses. Eles estão pedindo uma resposta firme e intransigente do Estado”, disse o premiê aos deputados.

"O combate ao islamismo radical em todas as suas formas é e continua sendo uma das nossas principais preocupações", disse Jean Castex, acrescentando que "a República é o estado laico como um valor fundamental, como a ponta de lança da coesão social. Nenhuma religião, nenhuma escola de pensamento, nenhum grupo organizado pode se apropriar do espaço público e atacar as leis da República”.

 

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