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Conselho Científico da França pede que país se prepare para segunda onda da Covid-19 no outono

Segundo o relatório do Conselho Científico da França, o coronavírus voltou a circular "de maneira mais ativa" devido ao relaxamento das medidas de barreira contra a doença por parte da população.
Segundo o relatório do Conselho Científico da França, o coronavírus voltou a circular "de maneira mais ativa" devido ao relaxamento das medidas de barreira contra a doença por parte da população. AFP - BERTRAND GUAY
Texto por: RFI
4 min

O órgão responsável pela gestão da epidemia de coronavírus na França fez um novo alerta nesta terça-feira (4) sobre a progressão da doença. O título do novo relatório do Conselho Científico não deixa nenhuma dúvida sobre a situação da Covid-19 no país: “preparar-se agora para antecipar o retorno do vírus no outono”.

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A temida segunda onda do coronavírus nunca foi evocada de forma tão direta pelas autoridades na França. “O equilíbrio é frágil e podemos encarar a qualquer momento uma retomada incontrolável da epidemia de Covid-19”, adverte a nova avaliação do Conselho Científico, entregue em 27 de julho ao governo e divulgado publicamente nesta terça-feira.

O grupo formado por 13 especialistas em epidemia, infectologia e imunidade adverte sobre a “alta probabilidade que uma segunda onda da doença ocorra no outono ou no inverno” no Hemisfério Norte, ou seja, a partir do fim de setembro. Para chegar a essa conclusão, o Conselho Científico se baseou na evolução da Covid-19 nas últimas semanas, à medida em que as regras de quarentena foram flexibilizadas e a população voltou às ruas devido às férias de verão.

De acordo com o relatório, “o vírus circula de maneira mais ativa, devido a uma perda acentuada das medidas de distanciamento e das medidas de barreira”. Desta forma, “o equilíbrio é frágil e podemos entrar, a qualquer momento, em um cenário menos controlado, como na Espanha, por exemplo”, reitera o documento.

Forte contaminação detectada em poucos dias

É a semana de 20 a 26 de julho que mais preocupa os especialistas. Foi neste período que a quantidade de casos confirmados registrou um importante aumento, de 54% (5.592 infecções no total) em relação à semana anterior.

De acordo com a agência de Saúde Pública da França, a marca das mil contaminações por dia foi ultrapassada. Além disso, o número de pacientes nas UTIs aumentou em 13 desde a última sexta-feira (31), rompendo com a tendência de diminuição de casos observada desde abril.

Por isso, para o Conselho Científico, é urgente a realização de um plano de prevenção, especialmente nas grandes cidades, que devem se preparar para novos lockdowns. “O futuro da epidemia, a curto prazo, está em grande parte nas mãos dos cidadãos”, sublinha.

O órgão aponta também “lentidão” na estratégia de teste, rastreamento e isolamento dos casos positivos. Os especialistas aconselham, assim, uma melhora no acesso da população a diagnósticos de Covid-19, cuja espera é atualmente longa, devido à forte demanda.

O documento também sugere um controle mais estrito dos viajantes de países considerados “de risco”, com a realização de testes na chegada e na determinação de um isolamento de 14 dias em caso de contaminação. Um dispositivo de exames de passageiros entrou em vigor no último fim de semana nos aeroportos parisienses. Dos 2.671 viajantes de “países de risco” que desembarcaram em Paris no sábado (1°), apenas 556 puderam ser testados – o que demonstra a limitação deste sistema.

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