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França: incêndio perto de Marselha é contido; 2.700 pessoas são retiradas do local

Um homem usa uma mangueira de jardim para banhar sua casa antes de ser evacuado como fogo selvagem queima em segundo plano, em La Couronne, perto de Marselha, em 4 de agosto de 2020. - Vários incêndios ocorreram em 4 de agosto à noite perto de Marselha, com um particularmente alimentado por ventos fortes, devastando quase 300 hectares de vegetação em uma área costeira de Martigues, segundo as autoridades.
Um homem usa uma mangueira de jardim para banhar sua casa antes de ser evacuado como fogo selvagem queima em segundo plano, em La Couronne, perto de Marselha, em 4 de agosto de 2020. - Vários incêndios ocorreram em 4 de agosto à noite perto de Marselha, com um particularmente alimentado por ventos fortes, devastando quase 300 hectares de vegetação em uma área costeira de Martigues, segundo as autoridades. AFP - XAVIER LEOTY
Texto por: RFI
4 min

Pelo menos 2.700 pessoas foram retiradas durante a noite de terça para quarta-feira (5) da costa do Mediterrâneo, perto de Marselha (sul da França), para escapar de um incêndio violento, agora "contido", depois de devastar mais de 1.000 hectares.

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"O fogo foi contido", disse uma autoridade dos bombeiros locais na manhã desta quarta-feira. "Não há feridos graves para lamentar, mas os danos materiais ainda precisam ser avaliados", disseram os bombeiros. Cerca de 1.800 agentes de segurança foram mobilizados contra esse incêndio que ocorreu no final da tarde de terça-feira (4) na cidade de Martigues, na Costa Azul, a oeste da cidade de Marselha.

Devido ao forte vento, o fogo rapidamente progrediu e ameaçou diversas localidades nas margens do Mediterrâneo, “as chamas que correm para bairros suburbanos, entre casas e acampamentos", disseram os bombeiros.

"Oito campings de verão" nas localidades de Martigues e Sausset-les-Pins "foram evacuados preventivamente" e muitos de seus turistas foram retirados pelo mar antes de serem atendidos pelas autoridades locais, especialmente em ginásios, disseram os bombeiros. Uma instalação para idosos também teve que ser evacuada.

Famílias chocadas

Famílias chocadas após serem retiradas de suas casas ou de campings à beira-mar, bombeiros na linha de frente a noite toda: "Foi um pânico, tivemos que ir à praia e vimos as chamas se aproximando", disse Maryse Escuder, 83 anos, em férias com sua família e seus bisnetos no camping de La Source, e que acabou dormindo em um ginásio em Martigues.

"Comecei sentindo o cheiro de fumaça e depois vi as chamas", diz Marc Lorenz, um pai alemão que saiu de férias com a esposa e os três filhos. Eles também foram removidos e convidados a dormir no ginásio. Na manhã desta quarta-feira, muitas famílias ainda estavam nos locais de recepção abertos nas cidades de Martigues, Sausset-les-Pins e Carry-le-Rouet, em choque, observou um jornalista da agência AFP.

"Estamos esperando para ver quando as pessoas poderão retornar, alguns campings e casas foram danificados, os bombeiros ainda estão em ação", disse Bénédicte Gameaux, gerente de comunicações da prefeitura de Martigues.

Segundo incêndio e a seca na região

Instalados no local desde o final de semana devido ao clima quente e aos ventos violentos, os bombeiros de Bouches-du-Rhône, auxiliados por reforços do leste da França, tiveram que lidar com vários outros focos de incêndio ao mesmo tempo na terça-feira à tarde.

Um segundo incêndio que ocorreu perto da zona industrial do porto de Marselha-Fos devastou 130 hectares, destruindo ou danificando uma casa e várias empresas, informaram os bombeiros na quarta-feira.

Quatorze bombeiros ficaram levemente feridos ou intoxicados pelos vapores durante as operações. O ministro do Interior da França, Gérald Darmanin, que veio à região no meio da noite, prestou homenagem aos bombeiros e policiais envolvidos na luta contra o incêndio e as evacuações.

A Direção Departamental de Segurança Pública (DDSP13) é responsável por investigar as causas do incêndio, disse seu porta-voz, Arnaud Louis. 

Entre 2015 e 2019, 9.300 hectares de floresta queimaram em média a cada ano nos departamentos da costa mediterrânea francesa, devido à seca na região.

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