Covid: Europa intensifica uso de máscara e testes de olho em alta de casos na Espanha e Bélgica

Un anuncio recuerda el uso de las mascarillas en las calles de Barcelona, el 18 de julio de 2020
Un anuncio recuerda el uso de las mascarillas en las calles de Barcelona, el 18 de julio de 2020 AFP

Depois de pouco mais de um mês de fronteiras abertas e volta de atividades, a Europa registra dia a dia o aumento de casos de Covid-19. A situação da Espanha e da Bélgica preocupa os países vizinhos, que intensificam o uso de testes para controlar a pandemia.

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Foram mais de 28 mil novos casos de coronavírus detectados na Espanha nas últimas duas semanas. Só nesta quarta-feira (12), o país registrou 1.690 casos, sem contar os dados da região de Madri, uma das mais populosas.

O país mediterrâneo tem 98 casos de contaminação por coronavírus por 100 mil habitantes, de acordo com a agência europeia de controle sanitário. O índice é o mais alto da União Europeia. A Espanha, confirmou o ministério da Saúde do país, tem neste momento locais do país com transmissão comunitária do vírus --quando não é possível rastrear a origem da contaminação.

A Bélgica, outro país que causa preocupação, tem índice de 59 casos por 100 mil habitantes, com alta concentrada na região de Bruxelas, que determinou o uso de máscaras nas ruas nesta quarta-feira (12).

Os números de contaminação não são comparáveis com os vistos no primeiro semestre, dado o aumento do volume de testes efetuados e a intensificação de testagem mesmo para quem não tem sintomas. Ainda assim, no pior momento da pandemia na Europa, a Espanha chegou a ter uma taxa de contaminação de 217 casos por 100 mil habitantes em abril, e a Bélgica, de 170.

O Brasil e os Estados Unidos, os mais afetados pela pandemia neste momento, têm respectivamente índices de contágio de 297 e 240 casos por 100 mil habitantes nas duas últimas semanas, segundo dados da autoridade europeia de saúde pública.

Vizinhos pedem para evitar destino e fazer testes

Mesmo longe das cenas de hospitais lotados, o número preocupa os países vizinhos, que temem uma volta da epidemia. Em férias de verão no hemisfério norte, os países acendem o alerta para não terem um aumento de casos dentro de suas fronteiras no momento em que tentam retomar suas economias, fragilizadas pela crise.

França, Alemanha e Reino Unido são alguns dos governos que pediram a seus cidadãos para evitar deslocamentos aos destinos mais afetados pela nova onda de contaminação. O Reino Unido impôs recentemente uma quarentena de 14 dias aos espanhóis que tentem entrar no país.

Na França, que tem mais de 2 mil novos casos diários e uma taxa de 30 casos por 100 mil habitantes nas últimas duas semanas, as máscaras poderão ser adotadas nas ruas movimentadas de todo o país para controlar uma situação que evolui “no mau sentido”, como definiu o premiê Jean Castex.

O país ampliou a testagem, que pode ser feita gratuitamente em qualquer laboratório por quem teve contato com um contaminado ou em tendas montadas em algumas cidades para triagem aleatória da população. O governo pede para que os que voltarem de áreas de risco façam exames antes de retomarem suas atividades.

De acordo com a agência europeia de controle sanitário, nos últimos 14 dias, Portugal teve 24 novos casos por 100 mil habitantes. No Reino Unido, a taxa de contaminação é de 18 por 100 mil habitantes nas últimas duas semanas. Na Alemanha, o índice está em 14 casos por 100 mil habitantes. E, na Itália, a taxa é de 7.

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