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Epidemia piora e evolução depende do comportamento dos franceses, dizem autoridades

O represenante da Direção Geral da Saúde francesa, Jérôme Salomon.
O represenante da Direção Geral da Saúde francesa, Jérôme Salomon. Ludovic MARIN / AFP
Texto por: RFI
3 min

Em entrevista à rádio francesa France Inter, o diretor-geral da Saúde na França, Jérôme Salomon, lembrou nesta sexta-feira (14) que o controle da circulação do vírus depende do respeito às medidas de proteção, que vem sendo esquecidas por parte da população. 

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Segundo Salomon, os "Indicadores são ruins, os sinais preocupantes e a situação está piorando. Mas não existe fatalidade. O controle da epidemia está em nossas mãos", lembrou o representante do Ministério da Saúde francês. 

Em boletim divulgado na quinta-feira (13) à noite, a Direção Geral da Saúde confirmolu que a circulação do vírus está mais ativa, principalmente entre os jovens. O número de casos confirmados vêm aumentando regularmente e esses dados não estão relacionados a um maior número de testes mas a uma alta consolidada.

Nas últimas 24 horas,  2.669 novos casos foram detectados em território francês. O aumento de 46% dos casos registrados entre 3 e 9 de agosto é maior na faixa etária entre 15 e 44 anos, de acordo com um balanço divulgado nesta quinta-feira pelo órgão francês.

Para Patrick Pelloux, presidente do sindicato dos médicos urgentistas da França, e Philippe Juvin, chefe do Pronto-Socorro do hospital Pompidou, em Paris, o uso da máscara deve ser obrigatório e generalizado na França. Eles defenderam a medida em textos publicados em vários jornais franceses.

Ainda há tempo

Para representantes do Ministério da Saúde francês, ainda é possível frear a epidemia, "colocando um fim aos "clusters" (focos de propagação)". Ele citou o caso da região de Mayenne, no oeste da França, que registrou um aumento do número de casos, mas conseguiu diminuir a circulação do vírus antes que ela se tornasse incontrolável. "Houve mobilização, respeito às medidas de proteção e a população aceitou realizar testes de maneira massiva", disse Jérôme Salomon. 

O representante do Ministério da Saúde lembrou que  Paris e Marselha, no sudeste, são cidades onde o risco é maior, porque ultrapassaram a chamada taxa de vigilância - mais de 50 casos positivos para 100.000 habitantes. As duas cidades são consideradas "zonas de circulação ativa do coronavírus." Por essa razão, em Paris e na região de Bouches-du-Rhône, onde fica Marselha, as autoridades podem, por decreto, adotar medidas suplementares para lutar contra a epidemia.

Salomon lembrou que, nas cidades, os focos de propagação surgem principalmente em festas, reuniões com muitas pessoas ou encontros entre família e amigos. O representante do Ministério da Saúde francês lembrou da necessidade de realizar um teste quando há sintomas, mesmo benignos, ou quando um colega ou amigo teve um diagnóstico positivo. "Não pode haver hesitação na hora de fazer o teste quando houve exposição a um risco", declarou. 

Ele também prometeu que o preço da máscara de proteção vai diminuir a partir de setembro. "Ele deve estar disponível para as pessoas mais vulneráveis e em situação precária", prometeu. A Covid-19 já matou, até, agora, 30.088 pessoas na França.

 

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