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Em ação diante do Eliseu, Greenpeace denuncia "cumplicidade da França" em incêndios na Amazônia

Ativistas do Greenpeace estão em um caminhão de bombeiros durante uma ação em frente ao Palácio Elysee para protestar contra os contínuos danos à floresta tropical amazônica, em Paris, França, em 10 de setembro de 2020.
Ativistas do Greenpeace estão em um caminhão de bombeiros durante uma ação em frente ao Palácio Elysee para protestar contra os contínuos danos à floresta tropical amazônica, em Paris, França, em 10 de setembro de 2020. REUTERS - CHRISTIAN HARTMANN
Texto por: RFI
3 min

O Greenpeace organizou um protesto nesta quinta-feira (10) em frente ao palácio do Eliseu para denunciar a “cumplicidade” da França e a “falta de ação do governo francês e o silêncio diante dos incêndios que destroem a Amazônia.”

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Os militantes da organização ambiental colocaram um cartaz a poucos metros da sede do palácio do Eliseu, a sede da presidência francesa, com os dizeres: “Amazonie en feu, Macron toujours complice.” (Amazônia pega fogo, Macron continua sendo cúmplice", em tradução livre). 

Em entrevista à rádio francesa France Info, Cécile Leuba, responsável de campanha do setor de florestas da ONG, explicou que a “França importa, todos os anos, milhares de toneladas de soja que vêm em parte do Brasil e da Amazônia, e é responsabilidade do governo se assegurar que essas importações não tenham contribuído para o desmatamento. ”

O Greenpeace critica principalmente o silêncio do governo francês e, particularmente, do presidente Emmanuel Macron. Este ano, denuncia a organização, “Macron não disse uma palavra sobre o assunto durante o verão.”  No ano passado, o chefe de Estado francês qualificou a situação na Amazônia de “crise internacional”, denunciando a política do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, que reagiu dizendo que a atitude de Macron era “colonialista. ”

Falta de garantias

Há duas semanas, diz o Greenpeace em um comunicado publicado em seu site, seus militantes se mobilizaram para pedir ao governo francês a adoção de medidas urgentes, que visam proibir a entrada no território de produtos que contribuam para o desmatamento, a destruição das florestas e dos ecossistemas naturais.

Os representantes se reuniram recentemente com a nova secretária de Estado para a Biodiversidade, Bérangère Alba, para discutir a questão. “Infelizmente não obtivemos nenhuma garantia por parte do governo, por isso organizamos a ação de hoje”, frisa Cécile Elba no comunicado divulgado pela ONG.

 

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