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Terrorista ofereceu dinheiro a adolescentes para identificar professor decapitado

Professores seguram imagem de Samuel Paty durante homenagem ao professor decapitado na sexta (16)
Professores seguram imagem de Samuel Paty durante homenagem ao professor decapitado na sexta (16) AFP - BERTRAND GUAY
Texto por: RFI
3 min

Sete pessoas, incluindo dois adolescentes, foram indiciados nesta quarta-feira (21) por envolvimento ou cumplicidade com o assassinato do professor Samuel Paty na última sexta (16). Paty foi decapitado nas proximidades da escola em que trabalhava em Conflans Sainte-Honorine após mostrar charges do profeta Maomé durante uma aula sobre liberdade de expressão.

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Entre as sete pessoas, constam dois estudantes de 14 e 15 anos, suspeitos de terem revelado o nome do professor ao assassino checheno Abdullakh Anzorov, em troca de uma quantia em dinheiro entre € 300 a € 350.

O assassino de Samuel Paty teria sido diretamente motivado por uma campanha nas redes sociais, com mensagens difundidas em vídeo pelo pai de uma das alunas acusando o professor. A investigação mostrou ainda que o assassino e o pai da aluna, um dos detidos, teriam trocado mensagens.

No entanto, de acordo com o procurador da República do grupo antiterrorista, Jean-François Ricard, a investigação mostrou que as mensagens continham muitos fatos inexatos. "O assassino não poderia ter reconhecido o professor sem ajuda", afirmou o procurador, em uma coletiva de imprensa.

Anzorov teria oferecido dinheiro a estudantes que pudessem ajudá-lo a encontrar o professor. Ainda segundo o procurador, o assassino teria afirmado aos jovens que pretendia filmar, humilhar, bater e obrigar Paty a pedir desculpas por ter mostrado desenhos representando Maomé.

Os indiciados serão apresentados a um juiz antiterrorista, que decidirá pela abertura de um processo sobre o caso. Os menores poderão responder como cúmplices do assassinato, caso a Justiça considere que eles tinham ciência do projeto terrorista do checheno.

O assassino do professor era um checheno de origem russa. Em uma mensagem de áudio enviada logo após o assassinato de Paty, Abdullakh Anzorov diz, em russo, que "vingou o profeta", acusando o professor de história e geografia de ter "mostrado Maomé. de uma forma insultante".

Grupo pró-palestino dissolvido e mesquita fechada

O governo francês garantiu que as "ações" contra o islamismo radical vão se intensificar no país. Entre as novas medidas anunciadas está a dissolução do coletivo pró-palestino Cheikh Yassine.

A mesquita de Pantin, ao norte de Paris, fechará suas portas nesta quarta-feira por seis meses. Seus membros são acusados de terem compartilhado no Facebook o vídeo do pai da aluna contra o professor Paty. A mesquita reúne mais de 1.300 fiéis.

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