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Covid-19: França amplia toque de recolher, afetando 46 milhões de pessoas

O primeiro-ministro francês, Jean Castex, anuncia a ampliação das medidas restritivas no país.
O primeiro-ministro francês, Jean Castex, anuncia a ampliação das medidas restritivas no país. REUTERS
Texto por: Andréia Gomes Durão
4 min

Com o agravamento da epidemia da Covid-19 nas últimas semanas, a gestão da crise sanitária voltou ao centro das preocupações do governo francês. Nesta quinta-feira (22), o primeiro-ministro, Jean Castex, anunciou a ampliação do toque de recolher a partir das 21h para mais 38 dos 101 departamentos no país, além do território ultramarino da Polinésia Francesa. Somados à grande região parisiense e a outras oito cidades, sob toque de recolher desde o último sábado (17), a medida vai afetar 46 milhões de habitantes.

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“É uma medida preventiva que eu assumo”, anunciou o premiê.

A medida entra em rigor para as novas regiões a partir da meia-noite do próximo sábado (24) e seguirá as mesmas restrições impostas às cidades onde o toque de recolher já acontece: a circulação de pessoas fica proibida entre 21h e 6h, salvo para situações de deslocamento profissional, para atendimentos de saúde, auxílio a pessoas vulneráveis, embarques (perante apresentação de bilhete) e para pequenos passeios com animais domésticos. Todas as situações preveem a apresentação de atestação, acessível no site do governo.

A medida é extensiva a todos os estabelecimentos comerciais, que devem fechar suas portas às 21h. Durante o funcionamento – autorizado das 6h às 21h – as medidas de segurança sanitária devem continuar a serem seguidas: ocupação de 50% da capacidade de público para teatros e cinemas, preservando um assento livre entre duas pessoas, e mesas de no máximo seis clientes.

A aglomeração de mais de seis pessoas em via pública também segue proibida e o trabalho a distância continua fortemente motivado pelo governo. O período previsto para o toque de recolher é de pelo menos seis semanas. “As medidas são pesadas, eu tenho consciência, mas constato que são respeitadas”, ponderou Jean Castex.

Os balanços de pacientes de Covid-19 seguem como fortes argumentos para a adoção de medidas restritivas. A ocupação de leitos hospitalares já chega a 44% na região parisiense e em mais três departamentos. Só nesta quarta-feira (21), cerca de 27 mil novos casos foram registrados em 24 horas, quase 6.300 a mais do que no dia anterior. Os contágios continuam extensivos a todas as idades, e com maior frequência entre pessoas a partir de 65 anos.

“As semanas que virão serão duras”

Desde que o toque de recolher entrou em vigor na região parisiense e em mais oito departamentos franceses, 4.777 multas foram aplicadas. A punição é de € 135, podendo chegar a € 1.500, em casos de reincidência.

O primeiro-ministro não escondeu sua ansiedade para que as medidas comecem a apresentar resultados positivos a partir da próxima semana. Os balanços permitirão a reavaliação das medidas restritivas de segurança sanitária. “As semanas que virão serão duras”, alertou Castex.

Durante a coletiva de imprensa, o ministro da Saúde, Olivier Véran, enfatizou a comparação de números na expectativa de informar e sensibilizar a população. Ele atribui uma propagação mais lenta da segunda onda, em relação à primeira, à tomada das medidas preventivas. Mesmo assim, Verán alerta que a proporção de números de contaminados continua aumentando. O país já soma um total de 34 mil mortes pela Covid-19, e atualmente 2.239 pacientes estão em terapia intensiva ou reanimação, o maior número de pacientes desde maio.

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