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Ataque a faca em igreja de Nice deixa pelo menos três mortos

Oficiais go grupo de elite da polícia diante da Basílica de Notre-Dame, no centro de Nice, após o ataque a faca que matou, ao menos, três pessoas na cidade da Riviera Francesa
Oficiais go grupo de elite da polícia diante da Basílica de Notre-Dame, no centro de Nice, após o ataque a faca que matou, ao menos, três pessoas na cidade da Riviera Francesa AFP - VALERY HACHE
Texto por: RFI
3 min

Três pessoas morreram em um ataque com faca realizado nesta quinta-feira (29) em Nice, no sul da França. O atentado aconteceu às 9h locais (5h de Brasília) dentro da basílica Notre-Dame de Assunção, no centro da cidade da Riviera Francesa.

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Duas pessoas, um homem e uma mulher, foram mortos dentro da igreja de Notre-Dame. A mulher teria sido degolada e o homem, ferido com diversos golpes de faca no pescoço. Uma terceira vítima conseguiu fugir da igreja, mas morreu em um bar nas proximidades onde buscou refúgio.

O agressor foi ferido durante a intervenção policial e levado ao hospital, de acordo com uma fonte policial. Ainda não há informações sobre sua identidade. O ataque será investigado pela divisão antiterrorista.

O prefeito de Nice, Christian Estrosi, pediu que tudo "fosse feito para aniquilar o islamo-fascismo". Segundo o político, o agressor "enquanto algemado, pronunciou as palavras Allahou akbar [Allah é  o maior]".

"Uma mulher foi atacada com o mesmo modus operandi que Samuel Paty", disse o prefeito de Nice, referindo-se ao professor decapitado em 16 de outubro na região de Paris por um islamista checheno de 18 anos, morto a tiros pela polícia.

De acordo com o prefeito, "o sacristão" da igreja estaria entre os mortos. Depois deste "assassinato em uma escola, foi em uma igreja que a barbaridade islamo-fascista escolheu atacar, é um símbolo e tanto", acrescentou Estrosi.

O presidente francês, Emmanuel Macron, deve chegar no final desta manhã à cidade.Todas as igrejas foram fechadas.

Tensão nos últimos dias

O professor Samuel Paty, de 47 anos, foi morto no último dia 16, após mostrar caricaturas do profeta Maomé em uma aula sobre a liberdade de expressão. Pouco depois de deixar a escola onde trabalhava na pequena cidade de Conflans-Saint-Honorine, em Yvelines, na região parisiense, por volta das 17h, o educador foi decapitado por um terrorista, um jovem de 18 anos de origem chechena.

Na semana passada, durante uma homenagem ao professor na Sorbonne, o presidente Emmanuel Macron defendeu a liberdade de expressão e o uso de caricaturas satíricas, como as do profeta Mohamed mostradas pelo professor Samuel Paty. Desde então, vários países muçulmanos, como a Turquia, tem endurecido o tom de crítica e alimentado um boicote à França.

Nice já foi alvo de um violento ataque em 2016, que deixou 84 mortos e 200 feridos durante uma queima de fogos na festa nacional francesa.

(Com informações da AFP)

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