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Macron condena ataque terrorista em Nice e reforça segurança com 7 mil militares

O presidente francês, Emmanuel Macron, conversa com policiais em Nice
O presidente francês, Emmanuel Macron, conversa com policiais em Nice AP - Eric Gaillard
Texto por: Cristiane Capuchinho
4 min

O presidente francês, Emmanuel Macron, condenou nesta quinta-feira (29) o ataque que matou três pessoas dentro da Basílica de Notre-Dame, de Nice, no sul da França. O presidente afirmou que "o ataque terrorista de hoje foi um ataque à França". Ele também pediu unidade da população contra o radicalismo e as tentativas de divisão.

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"Eu quero reafirmar, primeiro e antes tudo, o apoio da nação inteira aos católicos da França e de outros lugares", disse Macron em Nice. "A nação inteira está ao lado de vocês e se manterá firme para que a religião possa continuar a ser exercida livremente em nosso país."  O discurso foi feito diante da igreja atacada nesta manhã, onde duas mulheres e um homem foram mortos após serem atacados a facadas. Ao menos uma das vítimas foi degolada. 

Macron lembrou a morte do padre Jacques Hamel, em 2016, degolado em um ataque em Saint-Étienne-du-Rouvray. "Novamente são os católicos que são atacados em nosso país, ameaçados", completou.

Macron citou o ataque ao consulado francês de Jidá, na Arábia Saudita, em que um segurança foi esfaqueado também nesta quinta-feira, e outros dois casos de tentativas de ataque, um em Avignon e outro em Lyon, dizendo que a França está sob ameaça.

O presidente anunciou que o efetivo de militares será reforçado no plano de ação antiterrorista, e 7 mil oficiais farão a segurança do território francês. Haverá também reforço da segurança em volta dos locais de culto, como igrejas, para que os franceses possam prosseguir com as celebrações do dia de Todos os Santos. 

Após o ataque, considerado "covarde" e "selvagem" pelo primeiro-ministro francês Jean Castex e condenado pelo Vaticano, o governo decidiu elevar o nível de segurança em todo o país para "urgência por atentado", que corresponde a um estado de vigilância máxima.

Un familiar de una de las víctimas del ataque con cuchillo en la Basílica de Notre-Dame de Niza, Francia, el 29 de octubre de 2020
Un familiar de una de las víctimas del ataque con cuchillo en la Basílica de Notre-Dame de Niza, Francia, el 29 de octubre de 2020 AFP

Unidade nacional

Em um discurso firme, Macron pediu aos franceses unidade e que não cedam ao "espírito de divisão" ou ao "espírito de terror".

"Não cederemos sobre nossos valores", afirmou o chefe de Estado francês, em particular "a liberdade de crer e de não crer". O tom retoma o discurso feito por Macron na Universidade Sorbonne em homenagem a Samuel Paty, um professor decapitado por um islamita de 18 anos há duas semanas.

Nos últimos dias, Macron foi alvo de protestos em diferentes países muçulmanos por conta de suas declarações a favor do direito de publicar charges do profeta Maomé.

Ataque em Nice

O ataque desta quinta foi cometido por um homem de cerca de 25 anos, que afirmou se chamar "Brahim". Por volta das 9h, ele entrou na basílica Notre-Dame da Assunção armado de uma faca. A igreja fica no coração desta cidade da Riviera Francesa de pouco mais de 500.000 habitantes, que há quatro anos foi cenário de um atentado que deixou 86 vítimas fatais.

Uma mulher e um homem foram assassinados dentro da basílica. A mulher foi degolada dentro do templo pelo agressor, que tentou decapitar a vítima. O homem, de 45 anos, era o sacristão da basílica.

A terceira vítima, também uma mulher, conseguiu fugir para um bar próximo, mas não resistiu e faleceu pouco depois.

O criminoso foi baleado durante a intervenção policial. Ele teria gritado várias vezes "Allahu Akbar" (Deus é grande) no momento de sua prisão, de acordo com várias fontes próximas à investigação. O criminoso está internado em um hospital.

(Com informações da AFP)

 

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