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Polícia prende terceiro suspeito de envolvimento em ataque de Nice, no qual brasileira morreu

A polícia bloqueou o acesso à basílica Notre-Dame de Assunção em Nice, no sudeste da França, após o atentado terrorista de quinta-feira (29).
A polícia bloqueou o acesso à basílica Notre-Dame de Assunção em Nice, no sudeste da França, após o atentado terrorista de quinta-feira (29). AFP
Texto por: RFI
4 min

Um terceiro suspeito de envolvimento no atentado de Nice, no sudeste da França, foi detido para interrogatório, informaram investigadores neste sábado (31). O homem, de 33 anos, estava na residência da segunda pessoa presa, suspeita de ter tido contato com o terrorista que matou três pessoas, entre elas, a brasileira Simone Barreto Silva, de 44 anos, na basílica Notre-Dame de Assunção. 

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O terceiro e o segundo suspeitos, um homem de 35 anos, foram detidos na noite de sexta-feira (30). Na quinta-feira (29), um indivíduo de 47 anos foi preso depois que investigadores descobriram que câmeras de segurança de Nice o filmaram, na véspera do atentado, junto ao agressor, Brahim A., tunisiano de 21 anos.

"Estamos tentando esclarecer tudo o que aconteceu", afirmou uma fonte que participa das investigações em Nice. As autoridades tentam determinar se o terrorista teve cúmplices e vasculham os dados dos dois celulares encontrados em uma bolsa que o agressor carregava.

O tunisiano continua internado em estado grave em um hospital de Nice. Ele foi gravemente ferido após confronto com policiais dentro da basílica, onde esfaqueou três pessoas. 

Perfil do terrorista

De acordo com os investigadores, Brahim A. chegou em Nice dois dias antes do ataque. Em meados de setembro, ele deixou a cidade de Sfax, no centro da Tunísia, onde vivia com a família em uma residência modesta. O rapaz chegou clandestinamente na Europa pela ilha italiana de Lampedusa, desembarcando no porto de Bari, no sul da Itália, em 9 de outubro.

Segundo o ministro do Interior da França, Gérald Darmanin, o agressor não fez pedido de carteira de estadia ou de residência na França. Ele também é desconhecido do arquivo nacional de impressões digitais e dos serviços de inteligência. 

Na noite da última quarta-feira (28), ele telefonou para o irmão mais velho, Yassine, em Sfax. "Ele disse que iria para a França, onde seria mais fácil de encontrar um trabalho", contou à imprensa francesa. 

Expressando sua incompreensão com o ato do irmão, Yassine afirmou que Brahim se tornou religioso há cerca de dois anos. "Não é normal que isso tenha ocorrido", declarou. 

A mãe do terrorista contou que desde que o rapaz abandonou os estudos, há cerca de dois anos e meio, havia começado a trabalhar com o conserto de motocicletas e se isolou do círculo de amigos.

"Ele ia do trabalho para casa e não misturava com os outros", diz. Antes "ele bebia e se drogava. Eu dizia para ele: 'nós somos pobres e você gasta todo esse dinheiro?' Ele me respondia que 'se Deus quiser, ele vai me orientar em direção do bom caminho'", diz. 

Quem são as vítimas

A primeira vítima do agressor foi Nadine Devillers, francesa de 60 anos. Segundo as autoridades francesas, seu corpo foi encontrado perto da entrada principal da basílica com ferimentos profundos no pescoço, "quase decapitada".

O tunisiano também degolou o sacristão da igreja, o francês Vincent Loquès, que completaria 55 anos na sexta-feira (30). Ele era pai de duas meninas.

A terceira vítima foi Simone Barreto Silva, brasileira de 44 anos natural de Salvador (BA). Ela também tinha a nacionalidade francesa e era moradora de Nice, onde trabalhava como cuidadora de idosos. Depois de ter esfaqueada dentro da basílica, ela conseguiu fugir e pedir ajuda em um restaurante próximo, mas não resistiu aos ferimentos. Ela deixa três filhos, com idades entre 4 e 14 anos.  

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