Covid-19: com recorde de casos, França implanta testes rápidos em aeroportos

(Foto ilustrativa de testes PCR na India) Diferentemente dos testes PCR, os testes antigênicos apresentam o resultado entre 10 e 30 minutos.
(Foto ilustrativa de testes PCR na India) Diferentemente dos testes PCR, os testes antigênicos apresentam o resultado entre 10 e 30 minutos. AP Photo/Channi Anand

Testes de "obrigatórios" e rápidos para a detecção da Covid-19 serão implantados nos aeroportos franceses a partir deste sábado (7) para passageiros que chegam do exterior, com exceção dos provenientes de países europeus, anunciou nesta segunda-feira (2) a Ministra da Transição Ecológica, Barbara Pompili.

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O setor de transporte aéreo vinha pedindo a implantação em larga escala de testes de Covid-19 em aeroportos para evitar medidas de isolamento na chegada, em meio a uma queda no tráfego aéreo gerada pelas restrições para conter a propagação do vírus. “Vamos implementar a partir de 7 de novembro nos aeroportos um teste de triagem obrigatório para passageiros de todos os países do mundo, com exceção dos Estados europeus”, explicou a ministra de Transição Ecológica Bárbara Pompili durante uma conferência de imprensa.

"Os viajantes serão testados na chegada e terão seu resultado cerca de 15 minutos depois, a menos que tenham feito um teste PCR menos de 72 horas antes de sua partida", disse ela acrescentando que, para alguns países, esses testes já são exigidos antes do embarque. 

Os testes antigênicos, que apresentam desempenho inferior aos testes PCR atuais, não requerem análise laboratorial, e o resultado pode ser conhecido entre 10 e 30 minutos."Os testes PCR na chegada estão em andamento desde julho nos aeroportos de Orly e Paris-Charles de Gaulle, disse o gerente do grupo ADP, que administra os aeroportos.

Recorde de casos

O número de mortes ligadas à Covid-19 na França aumentou nas últimas 24 horas, para 418, elevando o total para mais de 37.435 desde o início da epidemia, de acordo com dados da agência francesa de Saúde Pública desta segunda-feira (2).

O número de pacientes com coronavírus em terapia intensiva também aumentou, com 430 novas admissões em 24 horas, elevando o total para 3.721 pacientes. Já o número de contaminações diárias também bateu um recorde nesta segunda-feira, chegando a 52.518. O maior número desde o início da epidemia.

Será a última onda?

A segunda onda  que a Europa enfrenta neste momento provavelmente não é a última, e podemos temer "várias ondas sucessivas durante o fim do inverno e o início da próxima primavera”, avisa o Conselho Científico, que aconselha o governo francês em suas decisões sanitárias.

A pandemia já matou mais de 1,201 milhão de pessoas em todo o mundo desde o final de dezembro, de acordo com um relatório nesta segunda-feira. Cerca de 46,5 milhões de casos foram oficialmente contabilizados, dos quais mais de 30,9 milhões foram curados.

Os Estados Unidos têm o maior número de mortes (231.003), à frente do Brasil (160.074), Índia (122.607), México (91.895) e Reino Unido (46.717). A Europa é o continente onde a pandemia mais progride atualmente.

(Com informações da AFP)

 

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