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Católicos se mobilizam para exigir celebração de missas durante lockdown na França

As missas e todas as outras celebraçéoes releigiosas estão suspensas na França desde 30 de outubro, quando entrou em vigor o segundo lockdown para frear a pandemia de Covid-19.
As missas e todas as outras celebraçéoes releigiosas estão suspensas na França desde 30 de outubro, quando entrou em vigor o segundo lockdown para frear a pandemia de Covid-19. THOMAS COEX / AFP
Texto por: RFI
3 min

Fiéis católicos convocaram para este domingo (15) manifestações em cerca de 20 cidades francesas contra a interdição da celebração de missas durante o lockdown no país. Algumas manifestações, como em Paris, foram proibidas pela polícia.

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A manifestação parisiense estava prevista para o início desta manhã em frente à tradicional igreja de Saint-Sulpice, no sexto distrito de Paris. A secretaria de Segurança da capital proibiu o protesto alegando que uma primeira manifestação no local, na sexta-feira (13), desrespeitou as restrições em vigor contra a pandemia de Covid. Os fiéis se aglomeraram na rua para rezar, o que está temporariamente proibido desde a entrada em vigor do segundo lockdown, em 30 de outubro. 

Em Bordeaux, no sudoeste da França, mais de 300 católicos puderam se reunir em frente à catedral da cidade. Contrariando as normas, eles rezaram e entoaram cantos religiosos no local pela autorização para a realização de missas no lockdown. Os organizadores foram convocados à delegacia nesta segunda-feira (16).

O governo alega que as missas estão suspensas, mas as igrejas estão apertas para orações individuais. Para os fiéis, isto não é suficiente. Jacqueline, de 72 anos, que participou da manifestação esta manhã em Bordeaux, disse que “sente falta de um guia”. O padre Guillaume Touche defende a missa “como essencial” e pensa que o “governo não entende que para um católico ficar em casa e rezar sozinho não é suficiente”.

O núncio apostólico de Lyon, entrevistado pela France Info, Michel Dubost, pediu paciência aos católicos. “Não somos as únicas vítimas do coronavírus”, ponderou.

Ameaça de multas

O ministro do Interior, Gérald Darmanin preveniu os fiéis na sexta-feira que eles poderão ser multados se continuarem a se aglomerar e rezar no meio da rua. Darmanin indicou que irá reunir pela segunda vez os representantes das principais religiões do país na segunda-feira. Na pauta das discussões, “as condições para uma autorização dos cultos religiosos em função da evolução da situação sanitária”.

Manifestações contra as medidas restritivas anticovid em vigor na Europa também foram organizadas em outros países do continente. Em Portugal, onde foi decretado um toque de recolher, centenas de pessoas desafiaram as proibições e participaram de uma “Marcha pela Liberdade” nesse sábado (14), em Lisboa. Na Alemanha, centenas de moradores de Frankfurt e de outras cidades voltaram às ruas para protestar contra as restrições e as manifestações foram dispersas pela polícia com jatos de água.

Os protestos acontecem em um momento de aceleração do número de contaminados. Último balanço divulgado neste domingo indica que em todo o mundo, a Covid fez 1.313.471 mortos e contaminou mais de 54.001.750 pessoas. Somente no sábado, foram 9.246 vítimas fatais e 607.998 novos casos.

 

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