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Covid-19: França ultrapassa os 2 milhões de casos de contaminação

Pessoas fazem fila para realizar teste de Covid-19 próximo à Gare de Lyon, em Paris.
Pessoas fazem fila para realizar teste de Covid-19 próximo à Gare de Lyon, em Paris. REUTERS/Benoit Tessier
Texto por: RFI
5 min

A França ultrapassou nesta terça-feira (17) a marca dos 2 milhões de casos confirmados de contaminação pelo novo coronavírus, anunciou o diretor-geral de Saúde, Jérôme Salomon. O número total de pessoas infectadas desde o início da epidemia é de 2.036.755, ou seja, 45.522 casos a mais do que no dia anterior. As autoridades francesas também registraram 1.219 mortes adicionais, elevando para 46.273 o saldo de vítimas fatais da pandemia. O país tem atualmente 4.854 pacientes hospitalizados em reanimação.

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A notícia chega no mesmo dia em que o primeiro-ministro francês Jean Castex anunciou, à Assembleia Nacional, que as medidas restritivas serão mantidas após o fim do lockdown, "porque a situação terá melhorando, mas não o suficiente", explicou. “A ideia é que consigamos, mais no longo prazo, evitar o ‘stop and go’”, ou seja, a alternância dos períodos com e sem lockdown, acrescentou o premiê.

Castex também observou que a próxima fase seria marcada por um aumento da "política de testagens, que será possível com a chegada da nova geração de testes antigênicos". “Mas isso vai exigir uma organização logística pesada, pois se trata tanto de testar, quanto de alertar e proteger as pessoas positivas e aqueles com quem estiveram em contato”, destacou.

Em contrapartida, o presidente francês, Emmanuel Macron, expressou nesta terça-feira, durante um encontro com dirigentes do segmento do esporte, sua vontade de que as atividades esportivas para jovens em clubes possam ser retomadas em dezembro. A retomada, no entanto, dependeria da evolução da epidemia.

Desde a primeira vítima fatal, um turista chinês de 80 anos, que morreu em Paris em 15 de fevereiro, até as 40 mil mortes registradas em 7 de novembro, a França endurece suas medidas restritivas de segurança de sanitária, passando por um primeiro lockdown entre 17 de março e 11 de maio. Em 20 de agosto, a epidemia recomeçou no país, e com a evolução, em 17 de outubro, o governo francês determinou um toque de recolher na região parisiense e em outras oito metrópoles, o que se estenderia uma semana depois a outros 38 departamentos, afetando 46 milhões de habitantes.

A marca de 1 milhão de casos de contaminação seria alcançada em 23 de outubro, resultando em novo lockdown, menos severo, com funcionamento de escolas do ensino primário e secundário, a partir de 30 de outubro. A previsão é de que a medida se mantenha pelo menos até 1° de dezembro.

Europa: mais de 15 milhões de casos

Ao todo, mais de 15 milhões de casos de Covid-19 foram oficialmente identificados na Europa desde a chegada do coronavírus ao continente no início de 2020, de acordo com a contagem feita pela AFP a partir de relatórios fornecidos pelas autoridades de saúde. Os 52 países da região constituem a área mais afetada do mundo em número de casos, à frente da América Latina e Caribe (12,1 milhões de casos) e da Ásia (11,5 milhões). No total, mais de 55 milhões de casos de Covid-19 foram detectados em todo o mundo desde o início da pandemia.

A propagação do vírus, no entanto, parece estar estagnada na maioria dos países da Europa. Na região, foram registrados em média cerca de 265 mil novos casos diários nos últimos sete dias, uma queda de 9% em relação à semana anterior.

A ONU anunciou nesta terça-feira a liberação emergencial de US$ 100 milhões em ajuda a sete países para que suas populações não passem fome por causa da pandemia de Covid-19. "Ninguém deve considerar o avanço da fome como um efeito colateral inevitável desta pandemia", declarou o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Mark Lowcock, em comunicado.

Do montante liberado pelo Fundo Central de Resposta a Emergências da ONU, US$ 20 milhões irão para a Etiópia e os US$ 80 milhões restantes serão distribuídos entre seis países: Afeganistão (15 milhões), Burkina Faso (6 milhões), República Democrática do Congo (7 milhões), Nigéria (15 milhões), Sudão do Sul (7 milhões) e Iêmen (30 milhões).

EUA e Brasil

A pandemia de Covid-19 matou pelo menos 1.328.048 pessoas em todo o mundo desde que o escritório da OMS na China relatou o início da doença no final de dezembro. Os Estados Unidos são o país mais afetado em termos de mortes e casos, com 247.229 óbitos para 11.206.054 casos, seguido pelo Brasil (166.014 mortes), Índia (130.519), México (98.861) e Reino Unido (52.147).

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