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Agressão de produtor musical por policiais é "inaceitável", diz Macron

Manifestante segura cartaz onde está escrito "Governo da vergonha. Polícia do medo", em uma manifestação na Praça da República, em Paris, em 24 de novembro, contra a violência policial.
Manifestante segura cartaz onde está escrito "Governo da vergonha. Polícia do medo", em uma manifestação na Praça da República, em Paris, em 24 de novembro, contra a violência policial. AP - Michel Euler
Texto por: RFI
4 min

O presidente francês, Emmanuel Macron, criticou no Twitter as agressões contra um produtor musical negro por policiais franceses. Manifestações foram convocadas em toda a França neste sábado (28) contra a  Lei de Segurança Nacional, que quer impedir a divulgação de imagens da polícia em ação.

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Nas mensagens, publicadas na noite de sexta-feira (27), Macron diz que a agressão ao produtor musical Michel Zecler por policiais é “inaceitável” e que as “imagens são vergonhosas”. O presidente afirma que pediu ao governo que proponha rapidamente soluções “para lutar de maneira eficaz contra todo tipo de discriminação”.

“A França não deve nunca deixar prosperar o ódio ou o racismo”, sublinhou o chefe de Estado na declaração, pedindo “uma polícia exemplar com os franceses”, mas também “franceses exemplares com as forças de ordem”.

“Os que aplicam a lei devem respeitar a lei. Eu não aceitarei nunca que a violência gratuita de alguns desonre o profissionalismo da mulheres e homens que, no dia a dia, garantem nossa proteção com coragem”, insistiu no thread publicado no Twitter.

Ele afirma que é “protetor” das liberdades, especialmente a liberdade de expressão e a de imprensa. “Eu nunca aceitarei que essas liberdades sejam negadas”, disse, em plena polêmica sobre o artigo 24 da Lei de Segurança Global que visa sancionar a difusão de imagens de policiais em operação.

O chefe de Estado destacou também a importância da liberdade de manifestar. “Cada cidadão deve poder expressar suas convicções e reinvindicações protegido de toda violência e de toda pressão”, salientou. “A França é um país de ordem e de liberdade, não um país de violência gratuita e de arbitrariedades.”  

Sanções contra policiais

Macron recebeu na quinta-feira (26) o ministro do Interior, Gérard Darmanin, e pediu sanções claras contra os policiais que espancaram o produtor.

Nos últimos dias, vários vídeos difundidos nas redes sociais mostraram comportamentos violentos de policiais, prejudicando a imagem do governo francês. Mesmo membros do partido do presidente, a República em Marcha, questionam a nova lei.

Além das imagens do espancamento de Zecler, divulgadas na quinta-feira, vídeos da evacuação violenta de centenas de migrantes que instalaram tendas, com a ajuda de associações humanitárias, na praça da República, em Paris, na segunda-feira (22), foram difundidos em redes sociais, causando comoção.

Manifestações em toda a França

Manifestações foram convocadas por sindicatos de jornalistas e organizações de defesa da liberdade de expressão e dos direitos humanos, em toda a França, neste sábado (28) contra a adoção da Lei de Segurança global.

Na sexta-feira, a manifestação, que prevê um trajeto da praça da República até a Bastilha, foi proibida pelo comissário da polícia de Paris, Didier Lallement, alegando razões sanitárias. Mas o Tribunal administrativo cassou ou decreto e permitiu a realização da “marcha das liberdades”, prevista para a tarde deste sábado.  

 

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