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Acusados ​​dos atentados de janeiro de 2015 na França são condenados a penas de 4 anos a prisão perpétua

Um esboço do tribunal feito em 14 de dezembro de 2020 mostra Ali Riza Polat (ao centro), que se acredita ter sido o braço direito de Amedy Coulibaly, que matou um policial em janeiro de 2015 e no dia seguinte matou quatro pessoas a tiros em um supermercado judeu no tribunal de Paris, durante o julgamento do Charlie Hebdo.
Um esboço do tribunal feito em 14 de dezembro de 2020 mostra Ali Riza Polat (ao centro), que se acredita ter sido o braço direito de Amedy Coulibaly, que matou um policial em janeiro de 2015 e no dia seguinte matou quatro pessoas a tiros em um supermercado judeu no tribunal de Paris, durante o julgamento do Charlie Hebdo. AFP - BENOIT PEYRUCQ
Texto por: RFI
3 min

O tribunal do júri de Paris proferiu nesta quarta-feira (16) sentenças que variam de 4 anos até a prisão perpétua contra os 14 réus no julgamento pelos ataques contra o jornal satírico Charlie Hebdo e um supermercado judeu em janeiro de 2015.

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Ali Riza Polat, principal protagonista do julgamento dos atentados de janeiro de 2015, apresentado como o "braço direito" do terrorista do supermercado judeu Hyper Cacher, foi considerado culpado de cumplicidade nos crimes terroristas cometidos por Saïd e Chérif Kouachi e Amédy Coulibaly contra o jornal Charlie Hebdo e o supermercado, em janeiro de 2015. O tribunal destacou seu "papel particularmente ativo e transversal" nos preparativos para o ataque ao Hyper Cacher e "sua longa amizade com Amedy Coulibaly". Seus advogados indicaram que ele deve apelar da sentença.

Em relação às acusações contra Mickaël Nezar Pastor Alwatik e Willy Prevost, os acusados foram considerados culpados de associação criminosa em conexão com uma empresa terrorista.

Os juízes consideraram que ambos conheciam o perfil de Amédy Coulibaly e a ideologia terrorista a que aderiu. Amar Ramdani, que conheceu Coulibaly na prisão, foi condenado a 20 anos de prisão. Ele também foi condenado por participar de uma associação criminosa em conexão com uma empresa terrorista.

Os juízes, por outro lado, afastaram a classificação de terrorismo para seis dos onze réus presentes. A leitura das sentenças do presidente do tribunal, Régis de Jorna, foi longa. Por mais de uma hora, ele expôs as razões do veredicto e anunciou as penas de cada acusado ao final da apresentação.

Viúva condenada a 30 anos de prisão

Quatorze pessoas foram julgadas neste julgamento, que já está sendo descrito como histórico. Hayat Boumedienne, viúva de Amedy Coulibaly, foi condenada à revelia a 30 anos de prisão por cumplicidade com os autores dos ataques. Mohamed Belhoucine, também à revelia, foi condenado à prisão perpétua.

Os autores dos ataques, os irmãos Said e Chérif Kouachi, que abriram fogo na redação do Charlie Hebdo pela publicação de caricaturas do profeta Maomé, e Amédy Coulibaly, que matou um policial antes de invadir um supermercado judeu, foram mortos pelas forças se segurança depois de cometer seus crimes.

Entre os ataques de janeiro de 2015 e a sentença de dezembro de 2020, a França foi palco de diversos ataques terroristas, como a sequência de crimes que começaram no Stade France e terminaram no Bataclan, em novembro de 2015, o chocante atentado com um caminhão no calçadão de Nice, no sul, o ataque a faca no sudeste da França, o ataque em Estrasburgo (leste), a nova tentativa de agressão na antiga sede do Charlie Hebdo, o ataque com faca em Nice, que matou uma brasileira, e a decapitação do professor francês Samuel Paty, em 2020.

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